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Eletrobras: “prêmio” de R$ 83 mi para cúpula e corte salarial para trabalhadores

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Assembleia de acionistas da Eletrobras autoriza o pagamento de R$ 83 milhões para sua cúpula executiva, enquanto ameaça reduzir em 12,5% salários dos trabalhadores

Trabalhadores estão em fase de negociação salarial com a direção da empresa

Depois de apresentar proposta para reduzir em 12,5% os salários dos funcionários e promover cortes em seus benefícios conquistados ao longo dos anos, a Eletrobras aprova, em sua assembleia de acionistas, o pagamento de R$ 83 milhões para sua cúpula executiva, informou a coluna Painel S.A, da Folha de S. Paulo.

Nesta assembleia de acionistas, representantes de empresas estatais e Fundos de Pensão manifestaram insatisfação com os procedimentos adotados. Agrupados em bloco único, nomes da Previ, Petros, FND e BNDES consideram que foram cerceados em seus direitos ao voto individualmente. Exigiram, assim, o registro em ata de suas contestações, além de ressaltar que é inaceitável serem tratados como extensões do governo.

Para sua justificativa de corte nos salários dos que recebem até R$ 15,5 mil mensal, em nota, a Eletrobras informa que a medida visa adequar sua “arquitetura salarial aos valores condizentes com o mercado”. Adequação esta que não chega à alta cúpula executiva da empresa que, em 2022, no ano da privatização, recebeu menos de R$ 11 milhões; agora, é agraciada com valor quase oito vezes maior.

Pedro Damásio, presidente da Confederação Nacional dos Urbanitários, afirma que este “generoso e absurdo” dividendo destinado a não mais que oito diretores da empresa, segundo ele, “representa uma afronta aos trabalhadores”. Para o sindicalista, além de inadmissível, a medida soa como uma provocação aos funcionários.

Para a vice presidente da CNU, Fabíola Antezana, a medida não representa surpresa, “basta lembrar que no último ano o aumento da alta cúpula da empresa chegou a 37% dos seus vencimentos, enquanto nas negociações salariais as propostas para o conjunto dos funcionários são de corte de direitos e salários”, diz a sindicalista.

Em fase de negociação salarial com a direção da empresa, Damasio afirma que “não está descartada a possibilidade de greve da categoria, diante desta realidade de corte de salários para a grande maioria dos funcionários, enquanto uma pequena minoria é favorecida”.

Com informações do PT Org

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