O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, conversou com o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, sobre a possibilidade de uma visita oficial do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à Casa Branca. O encontro com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ainda não tem data definida, embora a intenção inicial do governo brasileiro fosse realizar a reunião ainda neste mês de março, informa o G1.
A conversa entre Vieira e Rubio também abordou outro tema considerado sensível pelo governo brasileiro: a tentativa de evitar que os Estados Unidos classifiquem facções criminosas brasileiras, como o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV), como Organizações Terroristas Estrangeiras.
De acordo com fontes do governo ouvidas pela GloboNews, o diálogo diplomático incluiu preocupações de Brasília sobre os impactos políticos e jurídicos dessa eventual decisão de Washington. Nos bastidores da diplomacia, há receio de que a classificação dessas organizações como terroristas possa ser usada como pretexto para justificar ações dos Estados Unidos em território brasileiro.
O debate sobre o enquadramento de grupos criminosos latino-americanos como organizações terroristas já vem sendo discutido no governo norte-americano há algum tempo. A gestão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, já incluiu na lista de organizações terroristas outros grupos ligados ao crime organizado, como o venezuelano Tren de Aragua e seis cartéis mexicanos.
A discussão ganhou ainda mais peso após o uso desse argumento para justificar a operação que resultou na invasão da Venezuela e no sequestro de Nicolás Maduro, em janeiro. Segundo fontes ligadas ao governo norte-americano que atuam no Brasil, a proposta de classificar facções brasileiras como terroristas é defendida por Marco Rubio e estaria em estágio avançado.
Ainda de acordo com essas fontes, a iniciativa pode ser apresentada nos próximos dias ao Congresso dos Estados Unidos, etapa necessária para que a classificação seja formalmente ratificada. Enquanto isso, o governo brasileiro tenta atuar no campo diplomático para evitar que a proposta avance e para manter o diálogo com Washington em torno da agenda bilateral.
Com informações do Brasil247
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