
Policiais militares de São Paulo, envolvidos em ações que terminaram com as mortes de um estudante, uma criança e um aposentado, foram liberados pela Corregedoria da PM para retornar ao patrulhamento nas ruas. A decisão causou indignação entre os familiares das vítimas, que questionam a postura do governo Tarcísio de Freitas (Republicanos) diante de casos que ainda estão sob investigação e sem responsabilização clara dos agentes.
Entre os agentes liberados está o soldado Guilherme Augusto Macedo, que atirou no estudante Marco Aurélio Cardenas Acosta, de 22 anos, em novembro de 2023. Apesar da gravação feita por uma câmera corporal e do pedido de prisão feito pelo Ministério Público, a Justiça negou a prisão.
O caso ainda aguarda julgamento na segunda instância e tramita também na Justiça Militar, onde foi concluído como homicídio. A mãe da vítima declarou: “A volta deles ao trabalho é a inegável cumplicidade da alta cúpula militar e do estado de São Paulo”.
Outro caso é o de Ryan da Silva Andrade Santos, de 4 anos, morto durante uma operação policial em Santos. Segundo a versão oficial, a criança foi atingida durante um confronto entre a PM e suspeitos. Seis meses após o ocorrido, os policiais voltaram ao serviço.
O aposentado Clovis Marcondes de Souza, de 70 anos, foi atingido por uma bala disparada por um policial enquanto caminhava no Tatuapé, zona leste de São Paulo. O autor do disparo alegou que o tiro foi acidental. Ele foi preso por menos de dois meses e também retornou às atividades operacionais. A advogada da família informou que o inquérito ainda não foi concluído, e a Polícia Militar confirmou que acompanha o andamento do processo para possível punição administrativa.

As mortes geraram críticas de ex-integrantes da Ouvidoria das Polícias. Claudinho Silva, que deixou o cargo no fim de 2024, afirmou que “a lógica do governo Tarcísio é premiar policiais que matam, sobretudo inocentes”.
Outros policiais, envolvidos em agressões e abordagens violentas em cidades como Bauru e Barueri, permanecem fora do serviço operacional ou retornaram parcialmente. A Corregedoria afirmou que sete policiais ainda podem ser expulsos após conclusão dos procedimentos internos.
Com informações do Diário do Centro do Mundo
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