“O silêncio dos empresários e entidades de representação da indústria brasileira diante de uma atitude infantil, desqualificada e desastrosa como esta é inaceitável”, diz o ex-ministro Aloizio Mercadante, ao comentar a decisão de Jair Bolsonaro de não mandar ninguém à posse de Alberto Fernandéz, que assume amanhã a presidência da Argentina, maior importador de produtos industriais do Brasil
247 – O ex-ministro Aloizio Mercadante reagiiu com indignação diante da agressão de Jair Bolsonaro à Argentina e com perplexidade diante do silêncio de entidades empresariais, como a Confederação Nacional da Indústria e da Federação das Indústrias de São Paulo em relação à atitude presidencial em relação ao maior vizinho e um dos maiores parceiros comerciais do Brasil.
“A Argentina é uma país vizinho, amigo, parceiro e que vem de um longo processo de aproximação e integração econômica, comercial e com parcerias científicas, tecnológicas e culturais. Este comportamento desqualificado de Bolsonaro é incompatível com as exigências diplomáticas e estratégicas de um país do tamanho e importância do Brasil”, diz Mercadante, ao comentar a decisão do governo brasileiro de ignorar a posse de Alberto Fernández.
“Somos mais da metade do território, da população e da economia da América do Sul. E a Argentina é o segundo país , um dos principais parceiros comerciais do Brasil e o maior importador de produtos industriais. O silêncio dos empresários e entidades de representação da indústria brasileira diante de uma atitude infantil, desqualificada e desastrosa como esta é inaceitável”, aponta ainda Mercadante, criticando a postura da CNI e da Fiesp.
“As entidades que representam a indústria brasileira tem a obrigação de se manifestar e protestar contra esta agressão descabida. Parabenizo o Presidente da Câmara e os deputados que estiveram com o presidente eleito e estão empenhados em manter uma ponte estratégia com o novo governo do Presidente Alberto Fernandes, democraticamente eleito pelo povo
argentino”, diz ele.
Lula: em vez de nos escondermos em casa, temos de ir às ruas!
O Brasil não é do Bolsonaro, nem dos generais!
O presidente Lula publicou neste domingo 8/XII um vídeo em seu canal no YouTube para falar sobre diversos assuntos em alta neste momento: preço da carne, cobertura do Jornal Nacional sobre a farsa do “quadrilhão” e o pacote “anticrime” de Sergio Moro.
“No dia da acusação [pelo suposto “quadrilhão”] o Jornal Nacional deu 12 minutos e 30 segundos para a denúncia do Ministério Público. Na hora em que o juiz recusa a denúncia, a Globo dá apenas 52 segundos no Jornal Nacional”, disse Lula, reafirmando a perseguição do PiG ao PT.
Lula também falou sobre uma “vitória parcial”, após a Câmara dos Deputados recusar o projeto “fascista” anticrime de Sergio Moro, ministro da Justiça de Jair Bolsonaro.
“Ainda tem gente que não compreende, mas foi importante o comportamento dos setores de esquerda no Congresso, que votaram o projeto principal com as mudanças e depois votaram emendas não permitindo que o projeto fosse aprovado como o Moro queria. O Moro queria um projeto em que ele e a Polícia pudessem tudo e o povo não pudesse nada”, prosseguiu Lula, que parabenizou os parlamentares de esquerda que diminuíram “o apetite miliciano” nessa lei de “combate ao crime”.
Lula também disse que, aos poucos, o Congresso Nacional e a sociedade vão despertando para o real objetivo do governo Bolsonaro.
“As pessoas não querem participar do desmonte do Brasil, da destruição do Brasil”, afirmou.
“Não é possível que o Brasil seja o país que tem o maior rebanho de gado do mundo, que seja o maior produtor de proteína animal do mundo, mas que o povo pobre não possa comprar carne, porque o Brasil tem que exportar tudo, pouco se lixando para o hábito alimentar do povo”, disparou Lula, em referência à desenfreada alta no preço da carne.
“Não desanimem nunca! Em vez de ficar em casa se escondendo, temos que ir para a rua e dizer: o Brasil é nosso! Não é do presidente, não é de general, não é de economista. É do povo brasileiro! Não adianta a Bolsa estar alta se o povo não tem dinheiro; não adianta o PIB crescer se não tem distribuição de dinheiro; não adianta a gente falar em economia se a gente não fala em desenvolvimento, geração de emprego e distribuição de renda”, defendeu.
Assista ao vídeo na íntegra:
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