O presidente nacional do PL, Valdemar da Costa Neto, defendeu nesta quarta-feira (11) que a direita se una desde o primeiro turno das eleições presidenciais para garantir a vitória do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato ao Palácio do Planalto. Segundo ele, a estratégia seria decisiva para evitar uma disputa prolongada e assegurar o resultado logo na primeira etapa do pleito.
Em entrevista à GloboNews, Valdemar afirmou que, apesar de haver vários nomes do mesmo campo político cogitando concorrer ao Planalto, não haveria dúvidas sobre quem avançaria para o segundo turno. “Devemos ter vários candidatos à Presidência da República, todos no mesmo segmento. Mas ninguém tem dúvida de uma coisa: quem estará no segundo turno – todas as pessoas que têm compreensão e que entendem disso sabem – será o Flávio Bolsonaro, porque leva o nome do Bolsonaro e é preparado para isso”, declarou.
Valdemar sustentou que o cenário ideal para o PL seria evitar a pulverização de candidaturas e consolidar apoio já na largada da disputa. “O ideal, para nós, seria nos unirmos no primeiro turno para decidirmos a eleição no primeiro turno. Temos certeza da vitória do Flávio”, afirmou.
O dirigente também mencionou números de intenção de voto que, segundo ele, mostrariam um cenário competitivo entre Flávio Bolsonaro e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). “Você faz um lançamento – quer dizer, não lançamos nada, porque o Flávio está viajando procurando outros países para receber apoio e ele tem 3% só de diferença do Lula, 45% a 42%”, disse.
Na avaliação de Valdemar, essa diferença será revertida com a mobilização das bases partidárias em todo o país. “Nós vamos tirar essa diferença quando esse pessoal começar a trabalhar, quando nossos senadores começarem a trabalhar, nossos deputados federais, nossos vereadores e prefeitos, que são muitos no Brasil. Vão entrar para valer”, afirmou.
Apesar da defesa de uma candidatura forte e centralizada, Valdemar sinalizou abertura para que aliados disputem o primeiro turno, mantendo a perspectiva de uma composição posterior. Segundo ele, o próprio Flávio Bolsonaro teria reforçado essa estratégia de convivência política com eventuais adversários internos do campo conservador. “O que queremos fazer – e o que o Flávio já me disse? ‘Olha, Valdemar, não importa se algum parceiro nosso sair candidato. Temos que estar bem na eleição com eles porque nós vamos nos unir no segundo turno e eu quero todos governando junto comigo’”, relatou.
Durante a entrevista, Valdemar citou diretamente três governadores frequentemente mencionados como possíveis presidenciáveis: Romeu Zema (Novo), de Minas Gerais; Ronaldo Caiado (PSD), de Goiás; e Ratinho Jr. (PSD), do Paraná. Para ele, todos deveriam integrar um eventual governo liderado por Flávio Bolsonaro.
“Nós temos que aproveitar, por exemplo, um homem como o Zema, de Minas Gerais, que é um homem honesto, que teve um governo de grande produção. Temos que aproveitar o Ratinho, do Paraná, que fez um governo maravilhoso, um exemplo de administração. O Caiado é a mesma situação. Então temos que ter todo mundo com a gente no governo”, declarou.
Ao mesmo tempo, Valdemar afirmou reconhecer o direito desses nomes de concorrer ao Planalto. “Agora, eles têm o direito, acho que devem disputar. Mas não temos dúvida: se você perguntar para qualquer brasileiro que conhece um pouquinho de política, vai falar: quem vai estar no segundo turno é o Flávio Bolsonaro e o Lula”, concluiu.
Com informações do Brasil247
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