O foragido Paulo Figueiredo, escroque investigado no STF por golpismo, jogou a toalha após o interrogatório patético de Jair Bolsonaro diante de Alexandre de Moraes.
Segundo Figueiredo, revoltado em seu canal no YouTube, o chefão deveria ter chegado no tribunal como Jesus Cristo, “injustamente levado para o Calvário”. Bolsonaro não deveria ter pedido desculpas a Moraes e nem feito a “piada” de convidar o magistrado para vice.
A estratégia deveria ser o “tribunal da opinião pública”. Ainda chamou o mito de “puxa saco”.
Figueiredo compartilhou artigo do jornalista de extrema-direita Cláudio Dantas, uma espécie de Glória Maria fascista, garoto-propaganda dos males do Botox. Alguns trechos:
Fico imaginando Eduardo Bolsonaro neste momento tentando explicar a parlamentares americanos e autoridades do governo Trump o convite que Jair Bolsonaro fez a Alexandre de Moraes para ser seu vice em 2026 — uma brincadeira antecedida de um pedido constrangido, absolutamente fora de hora e contexto. Piada que, de tão inusitada, arrancou risos nervosos de quem acompanhava o interrogatório na Primeira Turma. É difícil entender o que se passa na cabeça do ex-presidente, mas é fácil não enxergar graça nenhuma no episódio.
Afinal, se Bolsonaro queria expor o viés político do juiz, já bastante evidenciado em artigos e reportagens, poderia ter optado pelo enfrentamento direto, como fez Donald Trump ao sofrer pesada campanha de assédio judicial. (…)
Bolsonaro perdeu a chance de confrontar Moraes sobre as condenações sumárias dos presos do 8 de janeiro, das mães afastadas de seus filhos, dos pais que já não podem prover suas famílias, dos filhos que se evadiram do país para não morrerem estendidos no pátio da Papuda, como Clezão. Afinal, de quem são as mãos sujas de sangue pela morte do comerciante que estava no lugar errado na hora errada? Se o mito queria mitar, poderia ter provocado Moraes sobre onde serão suas próximas férias diante das iminentes sanções do governo americano.
Em vez disso, fez uma brincadeira convidado Moraes para ser seu vice em 2026 — e ainda pediu licença para fazê-la. Também pediu desculpas por ter colocado em dúvida a conduta ilibada de Moraes e de seus camaradas de toga. Pediu desculpas outra vez mais por ter se ‘expressado mal’ sobre as urnas ou sobre o processo eleitoral, pois sempre buscou atuar dentro das quatro linhas. Bolsonaro agiu como se fosse sair do banco dos réus para um happy hour com seu algoz, como se bastasse uma virada de página para enterrar anos de perseguição política.
Reeditou o recuo do 7 de setembro de 2021, quando depois de chamar o ministro de “canalha” e dizer que não cumpriria mais ordens judiciais, selou as pazes num telefonema para Moraes, intermediado por Michel Temer. Saiu-se com desculpas semelhantes, como a de que não tinha “nenhuma intenção de agredir quaisquer dos Poderes” e que suas palavras “por vezes contundentes, decorreram do calor do momento”. Dessa vez, optou pela brincadeira, talvez na busca por um sorriso que o absolva, fazendo-nos duvidar de seu papel de vítima.
O ministro certamente riu em segredo, consciente do efeito positivo para sua imagem hoje tão desgastada nacional e internacionalmente. Se desse uma entrevista ao fim do interrogatório, Moraes poderia ter dito: “Vejam como sou magnânimo. Se eu fosse o ditador sanguinário que dizem por aí, se estivesse usando a caneta da Justiça para perseguir um grupo político, o ex-presidente não me convidaria para ser seu vice, nem brincando!”
Se a guerra jurídica já está perdida, a da comunicação sofreu hoje um grande revés. Com todas as vênias, Bolsonaro ajudou Moraes a recobrar força no seu momento de maior fragilidade. Trump, quando se entregou à Polícia da Geórgia em 2023, fez sua ‘mugshot’ com cara de durão. Essa imagem rodou as redes e o planeta; fortaleceu sua narrativa e ajudou a pavimentar seu retorno à Casa Branca. De tão simbólica, fez o americano pendurá-la na parede do Salão Oval e a repetir o gesto na foto oficial de seu segundo mandato.
Com informações do Diário do Centro do Mundo
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