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Cuba defende direito ao comércio após Trump ameaçar corte no envio de petróleo venezuelano

Presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, classificou pronunciamento de Trump como 'histérico'

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(COMBO) This combination of pictures created on January 11, 2026 shows Cuba's President Miguel Diaz-Canel (L) during the BRICS summit second plenary session in Rio de Janeiro, Brazil, on July 6, 2025; and US President Donald Trump during a meeting with US oil companies executives in the East Room of the White House in Washington, DC on January 9, 2026. US President Donald Trump urged Cuba on January 11, 2026 to "make a deal before it's too late" or face unspecified consequences, warning that the flow of Venezuelan oil and money to Havana would now stop. (Photo by Pablo PORCIUNCULA and SAUL LOEB / AFP)
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O ministro das Relações Exteriores de Cuba, Bruno Rodríguez, rebateu, neste domingo (11), as acusações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de que o país recebe combustível em troca de ‘serviços de segurança’ prestados pela ilha aos presidentes venezuelanos.

Rodriguez acrescentou o direito do país caribenho de importar combustível de mercados dispostos a comercializar, sem que haja interferências unilaterais por parte dos Estados Unidos. “Diferente dos Estados Unidos, não temos um governo que se preste ao mercenarismo, à chantagem ou à coerção militar contra outros Estados”, escreveu.

A postagem é uma resposta a um novo ataque de Trump, feito horas antes, também pelas redes sociais, em que afirma que a “Venezuela agora tem os Estados Unidos para protegê-la”, em referência aos combatentes cubanos mortos durante o ataque de 3 janeiro, que levou ao sequestro do presidente venezuelano Nicolás Maduro e da primeira-dama Cilia Flores.

No mesmo texto, o presidente dos Estados Unidos relacionou a presença de serviços de segurança como contrapartida ao fornecimento de combustível e declarou que deve cortar essa oferta ao país caribenho. “Sugiro fortemente que faça, um acordo, antes que seja tarde demais”, escreveu o estadunidense.

Também pela plataforma X, o presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, classificou o comentário de Trump como “histérico”. “Cuba não agride, é agredida há 66 anos pelos EUA e não ameaça, se prepara, disposta a defender sua a Pátria até a última gota de sangue”, acrescentou.

O presidente cubano disse ainda que as “severas carências econômicas” são consequências diretas das “medidas draconianas de asfixia extrema que os EUA” aplicam à Cuba “há seis décadas” por não concordarem com o regime político escolhido pelos cubanos.

Após a invasão à Venezuela nos primeiros dias de janeiro, Trump declarou que os Estados Unidos serão o responsável por gerenciar a produção de petróleo da nação bolivariana.

*Originalmente publicado em Brasil de Fato

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