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Governo dos EUA intensifica ataques ao Brasil e à África do Sul por supostas violações dos direitos humanos

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Relatórios do Departamento de Estado acusam Brasil de perseguir Bolsonaro e África do Sul de discriminar africâneres

O governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, está intensificando de forma significativa os ataques por  supostas violações de direitos humanos cometidas pelo Brasil e a África do Sul. 

Segundo documentos preliminares obtidos e analisados pelo The Washington Post, o Departamento de Estado reformulou seus tradicionais relatórios anuais, que serão enviados ao Congresso nesta terça-feira (12), para apontar diretamente as duas nações.No caso sul-africano, o relatório acusa o governo de maus-tratos a fazendeiros brancos africâneres

Já no Brasil, o alvo são as supostas ações de “supressão desproporcional” da liberdade de expressão de apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro, atualmente investigado por tentativa de golpe em 2022.De acordo com a apuração do Washington Post, dentro do próprio Departamento de Estado houve desconforto com a nova abordagem. Servidores de carreira afirmam que o processo foi politizado e que, no caso da África do Sul, houve resistência ao uso do termo “genocídio” para descrever a situação dos africâneres, por seu peso legal na política externa.

Pressão sobre África do Sul

No relatório sobre a África do Sul, a administração Trump acusa o país de expropriação de terras de africâneres e “outros abusos contra minorias raciais”. Trump chegou a mostrar, em reunião na Casa Branca em maio, vídeos que alegadamente comprovavam a perseguição, mas ao menos uma das imagens não retratava o país.A tensão levou os EUA a receberem 60 africâneres como refugiados – uma rara exceção à suspensão do programa de reassentamento – e a cortar ajuda financeira à África do Sul. Washington também planeja boicotar a reunião do G20 de novembro, em Johanesburgo.

Brasil e as críticas a Alexandre de Moraes

No caso brasileiro, o rascunho aponta que o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, teria ordenado pessoalmente a suspensão de mais de 100 perfis na plataforma X (antigo Twitter), impactando apoiadores de Bolsonaro. O texto alega que houve violações à liberdade de expressão e ao direito a um julgamento justo.No mês passado, os EUA ampliaram sanções contra Moraes, com o secretário de Estado Marco Rubio afirmando que o magistrado cometeu “graves abusos de direitos humanos”. Moraes já declarou que vai ignorar as sanções.Bolsonaro, por sua vez, disse ao Washington Post:

“Sempre falei das perseguições que Trump sofreu. Se ele quiser falar algo sobre mim, vai decidir.”

Com informações do brasil247

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