Numa sessão sem participação do partido MAS, de Evo Morales, a parlamentar oposicionista e segunda vice-presidente do Senado Jeanine Áñez se declarou presidente da Bolívia nesta terça-feira (12). Ela também afirmou que o país terá novas eleições após a formação de uma nova comissão eleitoral
Sputnik Brasil – A parlamentar oposicionista e segunda vice-presidente do Senado Jeanine Áñez se declarou presidente da Bolívia nesta terça-feira (12). Ela também afirmou que o país terá novas eleições após a formação de uma nova comissão eleitoral.
“De acordo com o texto e o significado da Constituição, como presidente do Senado, assumo imediatamente a Presidência do Estado prevista na ordem constitucional e comprometo-me a tomar todas as medidas necessárias para pacificar o país”, afirmou Áñez.
A Bolívia enfrenta instabilidade após as Forças Armadas pedirem a renúncia do presidente Evo Morales. O capítulo anterior da crise envolve acusações de fraude na eleição que escolheu Morales para mais um mandato presidencial.
Apesar da renúncia de Morales, que chegou nesta terça-feira no México, seu partido, o Movimento para o Socialismo (MAS), ainda controla a maioria do Congresso e do Senado.
Além de Morales, o vice-presidente e os presidentes da Câmara e do Senado, e o primeiro vice-presidente do Senado, também entregaram seus cargos.
Além disso, os políticos do MAS não estão participando das sessões legislativas e elas estão sem quórum. Ainda assim, Áñez declarou-se presidente.



Sin quórum del Movimiento al Socialismo, la senadora Jeanine Añez dice ahora ser la Presidenta de Bolivia. A quienes buscaban ALGO de institucionalidad, la oposición radicalizada a Evo Morales les responde con una autoproclamación
74819:57 – 12 de nov de 2019Informações e privacidade no Twitter Ads683 pessoas estão falando sobre isso
Com Evo a caminho do México, Exército ocupa as ruas e faz toque de recolher “informal” na Bolívia
12/11/2019 – 00h19
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Da Redação
Correndo o risco de ser capturado pela tropa de elite encarregada de combater o narcotráfico, financiada e treinada pela DEA, a polícia antidrogas dos Estados Unidos, o presidente Evo Morales deixou a Bolívia ontem à noite e seguiu para o México.
As ruas foram ocupadas pelo Exército, a pedido da segunda vice-presidenta do Senado, que se auto-intitulou ocupante do cargo vago por Evo, apesar disso não estar previsto na Constituição.
Helicópteros, blindados e homens fortemente armados passaram a patrulhar bairros de La Paz e Cochabamba, colocando em prática um toque de recolher informal.
No vácuo do poder, o Exército — que “recomendou” a Evo Morales renunciar — agora impõe a nova ordem ditada por dois líderes de oposição não eleitos, Carlos Mesa e Luis Fernando Camacho.
Na prática, eles mandam e o Exército obedece.
É o golpe, que a mídia brasileira naturalizou. Num formato do século 21, “informal”, com o uso da força quando necessário para impor a vontade de perdedores na eleição presidencial.
Um prelúdio do que pode acontecer no Brasil?
Nesta terça-feira, a vice-presidenta do Senado deverá indicar um presidente provisório para promover novas eleições, sob alguma fórmula que deve impedir o Movimento ao Socialismo (MAS) de concorrer.
O partido de Evo Morales tem mais de 2/3 das cadeiras das duas casas parlamentares do país, mas foi atropelado por milicianos armados.
Os milicianos fizeram ataques organizados a uma prefeita e dois governadores do MAS, além de incendiar a casa de uma irmão do presidente da República.
Evo teve mais de 45% dos votos nas eleições presidenciais mais recentes, que o Exército agora trata de suprimir.
Rússia, China e México denunciaram o golpe como golpe.
A Organização dos Estados Unidos (OEA), acusada pela Venezuela de promover a derrubada de Evo junto com a Casa Branca, ajuda a formalizar o novo governo da Bolívia, ao gosto dos golpistas de Santa Cruz.
Os indígenas quíchua, aymara e guarani, que representam 55% da população da Bolívia, prometeram reagir.
Agora, terão pela frente o Exército.
A polícia foi expulsa de Los Altos depois de matar dois homens e ferir uma menina de 9 anos de idade, à bala.
O governo provisório da Bolívia deverá ser rapidamente reconhecido pelos promotores do golpe, dentre os quais o Brasil e os Estados Unidos.
O vídeo abaixo registra como nenhum outro o avanço institucional do fascismo.
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