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“Quem realmente entende de finanças sabe que o país está no rumo certo”, diz Gleisi

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Presidenta do PT repercutiu declarações do mexicano Ernesto Torres Cantú, chefe da divisão internacional do Citi, um dos maiores bancos do mundo, sobre a solidez da economia brasileira e a disciplina fiscal mantida pelo governo Lula;

A presidenta nacional do PT, deputada federal Gleisi Hoffmann (PR), repercutiu entrevista do mexicano Ernesto Torres Cantú, chefe da divisão internacional do Citi, ao jornal Valor Econômico, na qual o executivo afirma que, “no contexto global, o Brasil tem situação favorável”.

Em postagem na rede social X, a parlamentar destacou, por exemplo, a afirmação de Cantú de que “a economia brasileira tem fundamentos, ferramentas, que deixam muitos países com inveja. Tem todas as condições necessárias para continuar crescendo. Poucos países no mundo estão crescendo nesse nível (PIB acima de 3%), especialmente com uma economia tão grande como o Brasil”.

Gleisi chamou atenção para o fato de o executivo de uma das maiores instituições financeiras do mundo reconhecer os avanços da economia brasileira enquanto, no próprio país, o mercado e seus sócios na mídia corporativa fazem “terrorismo” para sabotar o governo Lula e multiplicar seus lucros na especulação financeira.

“Não foi nenhum economista de esquerda que disse isso, foi o mexicano Ernesto Cantú, chefe da divisão internacional do Citi, um dos maiores bancos do mundo. Numa entrevista ao Valor, o poderoso executivo elogiou o desempenho das contas públicas do país e a disciplina fiscal que o governo vem mantendo. ‘Não acho que houve mudança quanto a isso’, afirmou Cantú, contrariando o terrorismo dos nossos ‘especialistas’. Quem realmente entende de finanças sabe que o país está no rumo certo, apesar da torcida contra e da especulação sem freios”, afirmou a presidenta do PT.

Na matéria, o Valor Econômico informa que o mexicano Ernesto Torres Cantú assumiu como chefe da divisão internacional do Citi em outubro do ano passado, em meio à reformulação operacional promovida no grupo pela CEO Jane Fraser. Nessa posição, ele supervisiona as operações em 93 países, que respondem por quase 60% da receita do conglomerado. Sediado em Londres – até mesmo para facilitar o relacionamento com diferentes fusos horários -, ele tem uma visão holística da economia global e diz que, em termos relativos, o Brasil está em uma situação bastante favorável.

Brasil tem PIB forte e disciplina fiscal

Cantú esteve recentemente no Brasil, na sua primeira visita desde que assumiu o novo cargo. O país é a quinta maior operação do Citi.

Ainda conforme o Valor Econômico, o executivo considera que, apesar de desafios recentes, a situação brasileira é positiva, quando comparada com outros países. “Tudo depende do ponto de vista. O Brasil começou 2024 com projeção de PIB de menos de 1%, e vai terminar com 3%. Poucos países no mundo estão crescendo nesse nível, especialmente com uma economia tão grande como o Brasil. Em termos relativos, o Brasil parece bem.” Mesmo sobre a questão fiscal, que é a principal preocupação dos investidores locais, Cantú diz que a situação brasileira não é ruim.

Segundo afirmou Cantú na entrevista, a disciplina fiscal é importante em todos os países. “Se não há disciplina, isso é sempre um preâmbulo de mais problemas à frente. No geral, o Brasil tem o arcabouço fiscal, que, apesar de algumas modificações, ainda está em vigor. A expectativa no começo do ano [passado] era que o governo terminaria 2024 com dívida de 90 e pouco por cento do PIB, e agora está em 78%. As receitas orçamentárias estão indo bem, e isso é incrivelmente importante para manter a disciplina fiscal. A intenção do governo é manter essa disciplina. Não acho que houve mudança sobre isso.”

País reúne condições “para continuar crescendo”

Cantú diz, na entrevista, que a América Latina tem se beneficiado das mudanças nas cadeias globais de suprimento. Alguns países, como o México, são impulsionados pelo “nearshoring” (estratégia de levar a produção para mais perto dos centros consumidores), enquanto outros, como o Brasil, podem tirar vantagem do “powershoring” (produzir mais próximo de fontes de energia, preferencialmente limpas). “[O Brasil] tem um enorme mercado consumidor local, autossuficiência energética, uma matriz limpa, não tem desastres climáticos. Tem todas as condições necessárias para continuar crescendo”, afirma o executivo do Citi.

Ainda conforme o Valor Econômmico, mesmo quando comparado com sua terra natal, o México, Cantú diz que o Brasil está crescendo mais e cita melhorias no ambiente de negócios, como a recém-aprovada reforma tributária.

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