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Bolsonaro diz ao STF que “sempre defendeu a democracia” e nega envolvimento em plano golpista

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Em alegações finais antes de julgamento, defesa do ex-presidente afirmou que acusações são “ilações”; PGR aponta papel de liderança em tentativa de golpe

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) apresentou nesta quarta-feira (13) suas alegações finais no processo em que é acusado de articular uma tentativa de golpe de Estado para impedir a posse de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em 2023. No documento, com quase 200 páginas, a defesa nega qualquer envolvimento em conspirações, contesta provas e acusa a Procuradoria-Geral da República (PGR) de construir acusações a partir de “interpretações distorcidas” e “atos descontextualizados”. A informação é do portal g1.

 “Em momento algum Jair Bolsonaro praticou qualquer conduta que tivesse por finalidade impedir ou dificultar a posse do então presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva. Pelo contrário, sempre defendeu e reafirmou a democracia e o Estado de Direito”, diz a peça enviada ao Supremo Tribunal Federal (STF).Play Video

A manifestação encerra a etapa de alegações finais, na qual defesas e acusação resumem argumentos antes do julgamento pela Primeira Turma do STF. A Corte decidirá nas próximas semanas se absolve ou condena Bolsonaro e outros réus envolvidos no caso.

Defesa nega liderança e diz haver “vazio probatório”

A defesa rebate a acusação de liderança nos atos de 8 de janeiro:

 “Os invasores de 8 de janeiro, por essa narrativa, precisam de um chefe. De um líder. Nem a parcial Polícia Federal enxergou essa liderança. Nenhum dos réus afirmou a existência da liderança do ora Peticionário”, sustentam os advogados.

O texto também contesta qualquer vínculo com o chamado “Plano Punhal Verde e Amarelo” ou com os “Kids Pretos” — grupos envolvidos na tentativa de golpe.

Além disso, os advogados de Jair criticam o que chamam de “massacre midiático” e acusam parte da imprensa de tratar Bolsonaro como culpado antes do julgamento. Também foi questionada a validade de provas obtidas por meio da delação do ex-ajudante de ordens Mauro Cid.

Sobre a chamada “minuta golpista” — rascunho de decreto para prender autoridades e intervir no TSE —, os advogados alegam que o documento não está nos autos e que não houve assinatura nem execução de qualquer plano.

Com informações do Brasil 247

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