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Entenda o que é a economia solidária, celebrada por Lula

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Presidente destaca modelo baseado na cooperação e anuncia prioridade para o 2º Plano Nacional de Economia Popular e Solidária

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva abriu, nesta quarta-feira (13), a 4ª Conferência Nacional de Economia Popular e Solidária (Conaes), realizada em Brasília após um hiato de mais de dez anos. O evento, que se estende até 16 de agosto, reúne cerca de 1.500 participantes entre delegados, representantes de governos, sociedade civil e empreendimentos solidários. A conferência definirá as diretrizes do 2º Plano Nacional de Economia Popular e Solidária, visando ampliar a inclusão produtiva e fortalecer práticas baseadas na autogestão e na cooperação. A informação é da Agência Gov.

Durante seu discurso, Lula defendeu o modelo como um caminho para transformar o Brasil. “A economia solidária é a demonstração de que, se nos derem uma oportunidade, abrirem uma porteirinha para nós, a gente pode provar que esse país pode ser altamente diferente do que foi durante muito tempo”, afirmou. O presidente também reforçou que acompanhará de perto a regulamentação da Lei de Economia Solidária, sancionada em dezembro de 2024 e batizada em homenagem a Paul Singer, um dos maiores estudiosos do tema.Play Video

Sob o tema “Economia Popular e Solidária como Política Pública: Construindo territórios democráticos por meio do trabalho associativo e da cooperação”, a 4ª Conaes marca a retomada de políticas públicas que haviam sido interrompidas em 2016. A expectativa é que o novo plano fortaleça a autogestão, amplie o acesso a crédito, incentive a produção e o consumo justos e promova inclusão social com desenvolvimento sustentável.

O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, destacou que a economia solidária vai além da geração de ocupação e renda, representando uma nova forma de organizar a economia. Já o ministro Márcio Macêdo, da Secretaria-Geral da Presidência, ressaltou que o retorno da conferência simboliza o resgate de políticas fundamentais de participação social e cooperação.

Segundo a Secretaria Nacional de Economia Popular e Solidária (Senaes), o setor reúne mais de 27 mil empreendimentos em 3.186 municípios, envolvendo cerca de 2 milhões de trabalhadores. Em 2023, movimentou mais de R$ 65 bilhões — o equivalente a 2% de toda a renda do trabalho no país. As atividades vão da agricultura familiar à reciclagem, passando por confecção, alimentação e finanças solidárias.

Entre as histórias inspiradoras apresentadas no evento, estão a do gaúcho Clarício Marques, criador do projeto Panela do Bem; da baiana Ana Karine Nascimento, coordenadora do Fórum Baiano de Economia Solidária; do artesão indígena Arabutã Pataxó, que comercializa seu trabalho de forma justa; e da agente Maria Catiana Barbosa, que defende o empoderamento coletivo como eixo central do modelo.

A economia solidária, conforme ressaltaram os participantes, se consolida como alternativa frente ao desemprego, à informalidade e à precariedade no mundo do trabalho, colocando o ser humano e a colaboração no centro das relações econômicas — e não o capital.

Com informações do G1

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