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Lindbergh diz que “sincericídio” de Valdemar sobre golpe esvazia anistia

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Presidente do PL de Jair Bolsonaro reconheceu que “houve um planejamento de golpe”

O deputado Lindbergh Farias (PT-RJ), líder do partido na Câmara, reagiu nesta segunda-feira (15) às declarações do presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, que admitiu a existência de um planejamento de golpe no Brasil. Em publicação nas redes sociais, o parlamentar classificou a fala como um “sincericídio” e afirmou que a própria narrativa de Valdemar esvazia a defesa da anistia para envolvidos nos atos de 8 de janeiro de 2023, incluindo Jair Bolsonaro (PL)

Segundo Lindbergh, a metáfora utilizada por Valdemar — que comparou o planejamento de um golpe ao de um assassinato não consumado — escancara a gravidade da conspiração. “Sincericídio. O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, confessou: ‘houve planejamento de golpe’. E, ao tentar minimizar, comparou com o planejamento de um assassinato, dizendo que, se não se concretiza, não é crime. Essa metáfora, no entanto, é devastadora: ela escancara a existência do Plano Punhal Verde e Amarelo, que previa tanto a ruptura institucional quanto a eliminação física de adversários políticos: Lula, Alckmin e Alexandre de Moraes”, escreveu o parlamentar.

O líder governista destacou que, ao reconhecer o planejamento, Valdemar acaba por admitir que a tentativa existiu e que chegou à fase de execução, com a participação de grupos extremistas conhecidos como “kids pretos”. Para Lindbergh, isso retira qualquer argumento a favor da anistia: “Golpe contra a democracia não se perdoa: quem planejou deve responder perante a Constituição e a Justiça”, completou.

O que disse Valdemar Costa Neto

Valdemar Costa Neto, presidente do PL — legenda que abriga Jair Bolsonaro —, fez as declarações no sábado (13), durante o Rocas Festival, evento de luxo voltado ao setor equino realizado em Itu, interior de São Paulo. Em painel com o presidente do PSD, Gilberto Kassab, e mediação do deputado estadual bolsonarista Tomé Abduch (Republicanos), Valdemar afirmou que “houve um planejamento de golpe, mas nunca teve o golpe efetivamente”.

Na sequência, tentou justificar: “No Brasil a lei diz o seguinte: se você planejar um assassinato, mas não fez nada, não tentou, não é crime. O golpe não foi crime”. Para o dirigente, o “grande problema” foram os ataques de 8 de janeiro de 2023, que classificou como “bagunça”. “Olha só, que absurdo, camarada com pedaço de pau, um bando de pé de chinelo quebrando lá na frente e eles falam que aquilo é golpe”, disse. 

*Com informações do Brasil 247

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