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Diplomatas condenam Eduardo como embaixador: ‘reduz Brasil a um republiqueta’

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A decisão do presidente jair Bolsonaro de indicar o deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) como embaixador do Brasil nos Estados Unidos dividiu a opinião de diplomatas brasileiros e estrangeiros entrevistados pela BBC News Brasil.

Segundo a reportagem, os diplomatas concordam que a relação de um embaixador com o presidente é “fundamental” para o cargo. Mas a maioria deles afirma que Eduardo não tem carreira significativa para ocupar um posto que exige alta qualificação e critica a escolha de um parente, que, segundo um dos diplomatas, “reduz o Brasil a uma Republiqueta”.

Nesta terça-feira, Jair Bolsonaro disse que, por ele, a indicação de Eduardo “já está definida” (leia mais no Brasil 247).

Para um embaixador brasileiro que já trabalhou na embaixada do Brasil em Washington e falou sob a condição do anonimato, há o risco de Bolsonaro e seu filho se decepcionarem com a expectativa de que serão próximos do presidente americano Donald Trump.

“Por mais que Trump mostre ser afável com o presidente Bolsonaro, ele tem milhares de atribuições dentro e fora dos Estados Unidos. Não é tão simples como eles pensam ter acesso ao presidente dos Estados Unidos que, além de tudo, vai estar cada vez mais voltado para sua campanha à reeleição no ano que vem”, diz o diplomata à BBC Brasil.

“(Eduardo Bolsonaro) não tem uma carreira significativa. Sua ida para a embaixada do Brasil em Washington daria a impressão de que o Brasil é uma republiqueta”, completa.

Ex-embaixador brasileiro na Argentina e na França, Marcos Azambuja diz que a indicação do deputado é algo “pouco habitual” na trajetória da diplomacia brasileira.

O diplomata critica tanto o fato de o deputado ser filho do presidente quanto o anúncio da indicação. “Na diplomacia, não se pode correr o risco de constrangimentos. Tudo isso se faz com confidencialidade. Quando você anuncia o embaixador, já deve ter conversado com o país para onde ele será destinado. Mas para mim é de uma informalidade quase incompreensível”, afirma ele, hoje conselheiro do Centro Brasileiro de Relações Internacionais (Cebri), no Rio de Janeiro.

Leia a reportagem da BBC Brasil na íntegra.

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