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AS lIGAÇÕES PERIGOSAS DE SERGIO MORO

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Ex-juiz é acusado de lobby para sindicato patronal conseguir registro no extinto Ministério do TrabalhoA foto acima foi tirada em fevereiro de 2017. O então juiz Sergio Moro está ao lado de dois amigos: os empresários Rafael Ghignone (de camisa quadriculada)e Fábio Aguayo (de camisa preta), dirigentes do Sindicato das Empresas de Gastronomia, Entretenimento e Similares de Curitiba (SindiAbrabar). Nas pontas, vestidos com terno e gravata, estão Renato Araújo Júnior (à dir.) e Leonardo Cabral Dias (à esq.), ambos funcionários do Ministério do Trabalho na época. Esses dois últimos, Moro só conheceu na hora de bater a foto. O grupo participava de uma festa para comemorar a obtenção do registro oficial do sindicato depois de anos de tentativas. A imagem, postada desde então no Facebook do sindicato, vai ser usada para sustentar uma bruxaria contra o agora ministro da Justiça. Uma tramoia está sendo articulada por um grupo de advogados e políticos — e terá como protagonistas os personagens engravatados que aparecem na fotografia.

Cerca de um ano depois da festa, Renato Araújo e Leonardo Cabral foram presos pela Operação Registro Espúrio, acusados de participar de uma quadrilha criminosa que cobrava propinas para fraudar processos de registros sindicais no Ministério do Trabalho. Araújo confessou o crime. Confirmou que, de fato, havia um grupo de funcionários que agilizavam os registros sindicais mediante pagamento de propina. Já Cabral, apesar das evidências que a polícia colheu, se declara inocente e vítima de perseguição. Por que seria perseguido? A trama contra Moro começa a partir dessa resposta. Cabral diz que o registro do SindiAbrabar só foi deferido depois de intervenção direta de Moro.

O SindiAbrabar, comandado por Fábio Aguayo, o anfitrião da festa, tentava regularizar a entidade havia cinco anos no Ministério do Trabalho. O processo estava parado. Foi quando Sergio Moro teria ligado para o ministério, pedindo em favor do amigo a Cabral, que coordenava o setor de registros sindicais. O ex-servidor conta que a carta de autorização foi concedida logo depois. É difícil até tentar imaginar que o juiz responsável por uma gigantesca investigação de corrupção no país tenha pegado um telefone, ligado para Brasília e usado o peso de seu nome para pedir um favor a um grupo criminoso.

 VEJA tomou conhecimento da história insólita por meio de um amigo de Cabral. Segundo ele, um grupo de parlamentares prepara a armadilha para constranger Moro. O plano é o seguinte: o ministro seria convocado para falar sobre o seu pacote anticorrupção no Congresso. Durante a audiência, seria instado a se explicar sobre suas ligações com a quadrilha de fraudadores que agia no Ministério do Trabalho — e a foto seria mostrada como evidência de sua relação com os criminosos. O depoimento de Cabral entraria como a prova mais consistente do crime. E a amizade com o sindicalista daria a motivação.

Procurado por VEJA, Cabral disse que falou com Moro, mas se recusou a dar detalhes. “É melhor deixar isso aí como uma carta na manga, porque existem muitas outras coisas”, desconversou. Cabral, advogado, é dono de uma extensa ficha policial, que inclui crimes de corrupção e estelionato. Araújo, o outro funcionário do ministério, depois de preso, fez acordo de delação premiada com a Polícia Federal. Conta que, no ano passado, foi procurado por representantes do PCdoB que, com a foto em mãos, queriam detalhes sobre suas ligações com o juiz. “Moro estava na festa e tiramos a foto. Foi coincidência. Não houve nenhuma irregularidade nesse processo do sindicato do Paraná. Acho que ele (Cabral) está querendo criar essa situação que não existe”, afirma o também ex-coordenador da área de registros do Ministério do Trabalho. Fábio Aguayo conta que, desde que a foto foi publicada, não teve mais sossego. “A turma do PT ficou em cima da gente.” O ministro da Justiça garante que nunca falou com o estelionatário nem fez pedido algum a ninguém. “Nunca faria isso.”

Por Joaquim de Carvalho

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