Saiu a pesquisa CNT/MDA. A íntegra pode ser baixada aqui. Ela foi feita entre os dias 12 e 15 de agosto. Ou seja, pega mais ou menos o mesmo período do último Datafolha, feito entre os dias 13 e 14.
Ela confirma a tendência de alta de Fernando Haddad, que, com seus 18%, continua herdando os votos de Lula, mas que também vê sua rejeição aumentar a um ritmo acelerado.
Bolsonaro, com 28%, por sua vez, caminha para obter um terço dos votos, também como esperado.
Por fim, Ciro Gomes continua se descolando dos outros candidatos e resistindo à primeira fase da tsunami lulista. O pedetista tinha apenas 4% na última pesquisa CNT/MDA, feita no dia 20 de agosto. Estava atrás de Marina e Alckmin, que tinham 6% e 5%, respectivamente. Hoje, Ciro tem 11%, ao passo que Alckmin hoje tem 6% e Marina, 4%.
As tabelas de intenção de voto espontâneo e estimulado são as seguintes:


Printamos algumas tabelas para a gente comentar aqui.
Vamos começar pelos gráficos de “possibilidade de voto”, considerando apenas quem conhece o candidato. O primeiro lugar, absoluto, pertence a Cio Gomes, que tem um potencial positivo de 55% e um negativo de 40%, o que dá um saldo positivo de 15 pontos.
Haddad, em segundo, tem 44% de positivo e 52% de negativo, o que dá um saldo negativo de 8 pontos.
Jair Bolsonaro vem em terceiro, com uma pontuação parecida com a de Haddad.
Alckmin tem uma pontuação bastante ruim: mostrando um saldo negativo de 17 pontos.

Quando vamos para a mesma tabela aí de cima, mas com o público geral, Ciro Gomes mantém o primeiro lugar do ranking, seguido de longe por Bolsonaro e Haddad. A coluna “potencial negativo” corresponde à rejeição do candidato: é a resposta “não voto nele de jeito nenhum”.

Agora vejamos os cenários de segundo turno apurados pela CNT/MDA.
Num eventual segundo turno entre Ciro Gomes e Haddad, o candidato do PDT venceria com 12 pontos de vantagem. É um cenário muito improvável, mas serve para entendermos para onde vão os votos de outros candidatos.

Num cenário entre Bolsonaro e Haddad, o deputado ganharia com diferença de 3 pontos.

O embate entre Bolsonaro e Ciro vê uma vitória de Ciro Gomes por 2 pontos de diferença: 38% X 36%. Note que ambos os candidatos cresceram bastante desde agosto, mas Ciro cresceu mais.

Haddad partilha com Bolsonaro de uma vantagem sobre outros candidatos: ambos tem um percentual muito alto de candidaturas sólidas, consideradas “definitivas”: Bolsonaro com 78%, Haddad com 75%. Metade dos eleitores de Ciro Gomes responderam que ainda podem mudar de candidato. Isso traz o risco, para Ciro, de ser engolido por uma polarização crescente entre Bolsonaro e Haddad.

MIGUEL DO ROSÁRIO
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