Fernando Haddad (PT), candidato a Presidência da República, disse que a Igreja Universal do Reino de Deus tem “pretensões de governar o país” e que seu líder, o bispo Edir Macedo, coloca a TV Record a serviço do candidato Jair Bolsonaro (PSL). As afirmações foram feitas em entrevista ao jornalista Bob Fernandes para a TVE Bahia. Macedo anunciou apoio a Bolsonaro em vídeo no Facebook. Haddad já havia associado líder religioso e empresário ao “fundamentalismo charlatão” e à “fome de dinheiro”.
A reportagem do jornal Valor destaca que “na entrevista [a Bob Fernandes], o ex-prefeito de São Paulo afirmou que vê problemas quando Macedo ‘escreve um livro chamado Plano de Poder visando o poder de Estado, escolhe um candidato’ e ‘coloca uma televisão a serviço desse candidato que chamou dom Paulo Evaristo Arns (arcebispo de São Paulo, morto em 2016) de vagabundo’.”
Haddad disse: “o problema que eu vejo é uma igreja ter pretensões de governar o país, quando na verdade é o contrário. O Estado é que tem que abraçar todas as crenças”.
Na entrevista, Haddad ainda afirmou que “é neto de um líder religioso libanês”. Segundo o jornal, o candidato “começou a usar essa relação na reta final do primeiro turno, quando sua rejeição aumentou enquanto as intenções de voto de Bolsonaro cresceram nas pesquisas”.
A matéria ainda destaca que “Haddad voltou a reclamar que Bolsonaro tem usado o Whatsapp como ferramenta de difusão de notícias falsas contra ele”.
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