O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) encerra 2025 com uma reunião ministerial nesta quarta-feira (17). A expectativa é de que o encontro seja marcado por discursos estratégicos e pela definição do tom que deve orientar a atuação pública dos ministros nos próximos meses. A reunião ocorre em um momento decisivo, com o governo já mirando o cenário eleitoral de 2026 e a necessidade de reorganizar sua base política nos estados e no Congresso Nacional, segundo o UOL.
São esperadas falas do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) e de ministros considerados centrais na articulação política e econômica do governo, como Rui Costa (PT), da Casa Civil; Fernando Haddad (PT), da Fazenda; Gleisi Hoffmann (PT), ministra da Secretaria de Relações Institucionais; e Sidônio Palmeira, da Secretaria de Comunicação Social. Também há a possibilidade de pronunciamento de Guilherme Boulos (Psol), à frente da Secretaria-Geral da Presidência.
O encontro acontece em meio à expectativa de uma ampla reformulação na Esplanada dos Ministérios até março do próximo ano. A projeção é que mais da metade dos ministros deixe seus cargos para disputar eleições. Lula tem incentivado auxiliares que se consideram competitivos nas urnas a se afastarem do governo para fortalecer palanques estaduais, com o objetivo de impulsionar sua própria reeleição e ampliar o peso da base governista no Legislativo.
A principal preocupação do Planalto está no Parlamento. Diante da avaliação de que o próximo Congresso pode se tornar ainda mais conservador, integrantes da base aliada planejam disputar vagas estratégicas, sobretudo no Senado e na Câmara dos Deputados. Rui Costa é citado como possível candidato ao Senado pela Bahia, enquanto Gleisi Hoffmann tende a buscar uma vaga na Câmara pelo Paraná. No Pará, Jader Filho (MDB), ministro das Cidades, também é apontado como postulante à Câmara.
Outros ministros avaliam a possibilidade de disputar o Senado, dependendo das composições regionais. Entre eles estão Celso Sabino, do Turismo; Silvio Costa Filho (Republicanos), de Portos e Aeroportos; e André Fufuca (PP), do Esporte, cujas decisões devem levar em conta os acordos políticos locais e a viabilidade eleitoral em cada estado.
Além do balanço administrativo e das projeções eleitorais, Lula costuma usar reuniões ministeriais amplas para alinhar o discurso do governo. Foi o que ocorreu no último encontro do gênero, realizado em agosto, quando o presidente apresentou o slogan “Brasil é dos brasileiros”, em meio à crise provocada pelo tarifaço com os Estados Unidos, e cobrou dos ministros ligados ao centrão uma defesa mais firme do governo no debate público.
Esses encontros também funcionam como espaços para recados diretos e indiretos. Mesmo sem citar nomes, Lula costuma sinalizar comportamentos que aprova ou reprova, apontando exemplos recentes e deixando claro, ainda que nem sempre de forma sutil, como espera que seus auxiliares atuem politicamente e se posicionem diante dos desafios do governo.
Originalmente publicado em Brasil 247
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