Donald Trump diz que suspendeu a ofensiva marcada para esta terça-feira (19/5) a fim de abrir espaço para negociações de um acordo nuclear
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta segunda-feira (18/5) que decidiu adiar um ataque militar planejado contra o Irã após pedidos feitos por líderes do Oriente Médio.
Segundo o republicano, a ofensiva estava prevista para ocorrer nesta terça-feira (19/5), mas foi suspensa diante da possibilidade de avanço nas negociações diplomáticas envolvendo o conflito.
Em publicação na rede Truth Social, Trump declarou que recebeu apelos do emir do Catar, Tamim bin Hamad Al Thani, do príncipe herdeiro da Arábia Saudita, Mohammed bin Salman, e do presidente dos Emirados Árabes Unidos, Mohamed bin Zayed Al Nahyan.
“Fui solicitado […] a adiar o nosso planejado ataque militar contra a República Islâmica do Irã, que estava agendado para amanhã. Isso, porque negociações sérias estão em andamento”, escreveu.
O presidente norte-americano afirmou ainda que os líderes árabes acreditam que um acordo “muito aceitável” poderá ser alcançado entre Washington e Teerã. Segundo ele, o entendimento incluiria a proibição de armas nucleares para o Irã.
De acordo com Trump, o secretário da Defesa, Pete Hegseth, e o chefe do Estado-Maior Conjunto, Daniel Caine, receberam instruções para manter os preparativos para “um ataque em grande escala”, caso as negociações fracassem.
Nova proposta iraniana
- Mais cedo, nesta segunda-feira, o Irã apresentou uma nova proposta de paz aos Estados Unidos por meio do Paquistão, que atua como intermediador nas negociações diplomáticas entre os dois países.
- Segundo a agência iraniana Tasnim, ligada à Guarda Revolucionária Islâmica, o novo texto possui 14 pontos e está focado em medidas para encerrar a guerra e construir confiança entre os lados.
- O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baghaei, afirmou que as exigências iranianas incluem a liberação de ativos congelados no exterior e a retirada de sanções impostas ao país.
- Baghaei também defendeu que os Estados Unidos paguem reparações pelos danos causados durante o conflito, que classificou como “ilegal e sem fundamento”.
Exigências dos EUA
Do lado norte-americano, as principais exigências seguem relacionadas ao programa nuclear iraniano. Washington cobra concessões de Teerã sobre o enriquecimento de urânio e a reabertura do Estreito de Ormuz, rota estratégica para o comércio global de petróleo.
Nesse domingo (17/5), Trump voltou a pressionar o governo iraniano e afirmou que “o tempo está se esgotando”.
“Para o Irã, o tempo está correndo, e eles precisam agir rápido, ou não restará nada deles”, escreveu o presidente.
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