Na 15ª posição, o Brasil foi o país latino-americano mais bem posicionado no ranking

Em um cenário internacional de esforços crescentes pela descarbonização da matriz energética, o Brasil aparece com destaque no Índice de Transição Energética 2025, divulgado nesta quarta-feira (18) pelo Fórum Econômico Mundial (FEM). O país ocupa a 15ª colocação entre 118 nações avaliadas, à frente de economias como Reino Unido (16º) e Estados Unidos (17º). As informações são do jornal O Globo.
Segundo o relatório, o Brasil obteve 65,7 pontos no índice, bem acima da média global de 56,9. A publicação destaca os avanços sustentáveis do país, com ênfase na diversificação de fontes renováveis e na realização de leilões híbridos de energia, que integram a produção solar e eólica — práticas consideradas modelo para economias emergentes.Play Video
O Brasil é o país latino-americano mais bem posicionado no ranking, refletindo um histórico consistente de investimentos em energias renováveis. Apesar disso, o Fórum alerta para um desequilíbrio estrutural preocupante: enquanto mercados emergentes como o Brasil serão responsáveis por 80% da demanda energética futura, mais de 90% dos investimentos globais em energia limpa continuam concentrados em nações desenvolvidas e na China.
De acordo com o relatório, 65% dos países avaliados mostraram progresso em sua transição energética em relação ao ano anterior, o melhor desempenho desde 2021. No entanto, o ritmo é considerado insuficiente. O Fórum estima que os investimentos anuais em energia limpa precisariam quase triplicar, chegando a US$ 5,6 trilhões, para que as metas de sustentabilidade energética sejam atingidas de forma equitativa e eficaz.
Entre os principais entraves apontados pelo estudo estão a burocracia nos processos de licenciamento, a escassez de mão de obra qualificada no setor e a falta de mecanismos que garantam o fluxo de capital para países em desenvolvimento.
O topo do ranking segue dominado por países nórdicos: Suécia (77,5 pontos), Finlândia, Dinamarca e Noruega ocupam as quatro primeiras posições. A Suíça completa o grupo dos cinco primeiros. Portugal também teve bom desempenho, alcançando a 10ª colocação.
Entre os emergentes, a China surpreendeu ao atingir a 12ª posição, sua melhor marca histórica, impulsionada por maciços investimentos em tecnologia e infraestrutura de energia limpa. A Índia e a Nigéria também foram destaques: esta última subiu do 109º lugar em 2014 para o 61º em 2025.
Com informações do Brasil 247
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