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Afetados pelo tarifaço de Trump, aliados de Bolsonaro recorrem ao governo Lula

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Empresas de armas, supermercados e agronegócio buscam Alckmin e Lula após tarifas de 50% impostas pelos EUA e articuladas por Eduardo Bolsonaro

Afetados pelas tarifas de 50% impostas pelos Estados Unidos e articuladas pelo deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), empresários e entidades próximas a Jair Bolsonaro (PL) agora buscam apoio do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Segundo o jornal O Globo, entre os setores atingidos estão o de armas, supermercados e o agronegócio, que temem prejuízos bilionários e perda de competitividade no mercado americano.

O movimento representa uma mudança de postura significativa: grupos que antes celebraram o retorno de Donald Trump à Casa Branca, agora recorrem ao vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin (PSB), em busca de soluções para minimizar os danos provocados pelo tarifaço.

Taurus e a ameaça de transferência da produção

A fabricante de armas Taurus, tradicionalmente alinhada ao bolsonarismo, foi um dos primeiros alvos do impacto das novas tarifas. Logo após o anúncio das medidas de Trump, as ações da companhia caíram 7%, o que representou uma perda de mais de R$ 33 milhões em valor de mercado.

O CEO global da Taurus, Salesio Nuhs, que havia comemorado a posse de Trump no início do ano prevendo um crescimento de até 25% no setor, mudou de tom. “Nos reunimos com o vice-presidente da República para destacar a importância estratégica da nossa empresa. A autonomia do Brasil seria prejudicada, e o ministro da Defesa me acompanhou nessa pauta”, afirmou em teleconferência com investidores.

Nos bastidores, a empresa estuda transferir sua principal linha de produção para os EUA, país que absorve cerca de 90% de sua produção. Para isso, mantém diálogo com a embaixada americana, com a equipe do vice-presidente JD Vance e com o governador Brian Kemp, da Geórgia, onde já possui uma filial. 

Supermercados apresentam “plano emergencial”

Outro setor impactado foi o de supermercados, que também teve interlocução próxima a Bolsonaro. Na semana passada, representantes do segmento entregaram ao governo um “plano emergencial”, com propostas de incentivo ao crédito para enfrentar os efeitos das tarifas. Parte das demandas foi atendida pelo pacote de socorro anunciado pelo Planalto.

A apresentação ocorreu em um fórum que contou com a presença de Geraldo Alckmin. O presidente da Associação Brasileira de Supermercados (Abras), João Galassi, que esteve em Washington para a posse de Trump, escreveu na época: “Vivi um momento histórico marcado por promessas de transformação e impacto global”.

Agro calcula perdas bilionárias

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), que também manteve alinhamento com Bolsonaro em eleições passadas, prevê perdas expressivas. Segundo cálculos da entidade, o tarifaço poderá representar uma redução de até US$ 5,8 bilhões nas exportações brasileiras do setor para os Estados Unidos.

Na campanha de 2022, a CNA recebeu Jair Bolsonaro e seu então candidato a vice, Walter Braga Netto, no Encontro Nacional do Agro. Na ocasião, o presidente da entidade, João Martins, atacou Lula ao afirmar que não haveria espaço no país para “um candidato que foi processado e preso como ladrão”. Agora, a mesma instituição divulgou nota afirmando que “a política nacional insiste em girar em torno de uma pauta estéril, paralisante, marcada por radicalismos ideológicos”.

Com informações do Brasil 247

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