Em resposta às tarifas impostas pelos Estados Unidos aos produtos brasileiros, o governo federal e o setor privado organizam para a próxima semana a primeira missão comercial oficial pós-“tarifaço” de Donald Trump. A delegação, que será liderada pelo vice-presidente Geraldo Alckmin, tem como objetivo fortalecer as relações comerciais com o México e buscar alternativas para as exportações nacionais.
A missão, marcada para os dias 26 a 28 de agosto, contará com a participação de 90 empresas brasileiras – um número considerado expressivo pelos organizadores, já que a adesão ocorreu em apenas três dias. O evento é uma iniciativa conjunta da ApexBrasil, do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior e do Itamaraty.
“O forte interesse é impulsionado pelas recentes tarifas impostas por Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, a produtos brasileiros”, afirmou a ApexBrasil em comunicado. “A medida vem levando o setor produtivo a buscar mercados alternativos aos EUA”.
Foco em setores estratégicos
A programação da missão inclui um seminário empresarial, reuniões setoriais e visitas técnicas a áreas prioritárias, como:
– Alimentos e bebidas;
– Indústria aeroespacial;
– Tecnologia;
– Transição energética;
– Saúde.
O México já é o segundo maior destino das exportações brasileiras na América Latina, com um comércio bilateral que superou US$ 12 bilhões em 2024. Apesar disso, o governo brasileiro busca ampliar um acordo comercial entre os dois países, negociação que vem sendo discutida há anos sem avanços concretos.

Um dos destaques recentes na relação comercial entre Brasil e México foi a abertura do mercado mexicano para a carne bovina brasileira. As exportações do produto tiveram um crescimento de mais de 800% em apenas um ano. No primeiro semestre de 2025, as vendas saltaram de 3 mil para 16 mil toneladas – um exemplo do potencial a ser explorado em outros setores.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva tratou pessoalmente do tema com a presidente mexicana, Claudia Sheinbaum, em conversa telefônica no final de julho. Na ocasião, Lula destacou a importância de aprofundar as relações econômicas e comerciais entre os dois países, especialmente diante do “atual momento de incertezas” no cenário internacional.
A missão ocorre em um contexto de tensão comercial com os EUA, após a imposição de tarifas de 50% sobre produtos brasileiros. A medida, anunciada por Trump, foi justificada como retaliação ao que o governo estadunidense classificou como interferência do Brasil em processos judiciais – uma referência às ações do deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) nos EUA em defesa de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro.
Com informações do diariodocentrodomundo
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