O presidente do Tribunal de Justiça, desembargador Tutmés Airan, tem uma posição absolutamente crítica ao Pacote do Moro, o ministro da Justiça que foi o principal nome do Judiciário na Operação Lava-Jato.
Além de ser contrário à prisão após condenação no segundo grau – “a não ser com uma mudança da Constituição”-, o magistrado afirma com todas as letras:
– Endurecer as leis no Brasil é uma estupidez. O nosso problema não é falta de lei, pelo contrário. Hoje temos a terceira população carcerária do mundo, o que não resolve o problema da criminalidade.
Convidado do Ricardo Mota Entrevista deste domingo, Airan alerta que esse sentimento, de exigir uma legislação que aumente a punição dos criminosos, se deve muito ao fato de que as pessoas estão com os nervos à flor da pele: “Até o Supremo tem tomado decisões motivado por esse sentimento”.
Defensor da conciliação, que ele aponta como o melhor caminho para a Justiça no Brasil, presidente do TJ faz uma conta surpreendente:
– Se formos cumprir todos os caminhos recursais, um processo demora algo em torno de 10 anos para a decisão final. Na conciliação, em seis meses tudo pode estar resolvido.
Se você está curioso para saber o que ele afirma sobre a atuação do – agora ministro – Sérgio Moro na Lava-Jato, não perde por esperar.
Ricardo Mota Entrevista
Domingo, às 10:30, na TV Pajuçara
Convidado: Desembargador Tutmés Airan, presidente do TJ
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