Início Distrito Federal Ceilândia Sem terra é atropelado e morto por motorista armado, durante manifestação em Valinhos (SP)
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Sem terra é atropelado e morto por motorista armado, durante manifestação em Valinhos (SP)

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Era início da manhã desta quinta (18), quando cerca de 500 integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) se mobilizaram para uma manifestação em frente ao Acampamento Marielle Vive, em Valinho (SP), onde vivem. A ação cobrava da prefeitura o fornecimento digno de água no local. Porém, o que era para ser uma mobilização pacífica terminou em tragédia.

Um motorista não identificado avançou sobre o grupo com uma caminhonete em alta velocidade, deixando vários feridos e tirando a vida de um dos manifestantes. Segundo relatos de testemunhas, o motorista estava armado e ameaçou quem tentou perseguir o veículo.

A vítima, identificada como Luiz Ferreira da Costa, de 72 anos, não resistiu aos ferimentos e faleceu antes de chegar à Unidade de Pronto Atendimento (UPA). “Esse assassino se move, muito provavelmente, pelo crime de ódio que se instalou na sociedade brasileira, pelo qual o presidente Bolsonaro é um dos principais responsáveis, já que tem incentivado a todo tempo essa cultura de medo. Defende, inclusive, que o movimento sem terra e os movimentos populares sejam tratados na bala. Não vamos aceitar isso e continuaremos na luta por reforma agrária e por direitos. Queremos punição imediata ao assassino e seguimos firmes na mobilização”, afirmou Kelli Maforte, da coordenação nacional do MST.

Mil famílias vivem no Acampamento Marielle Vive, ocupado em 14 de abril de 2018 – um mês após a execução da vereadora Marielle Franco, no Rio de Janeiro. O Acampamento fica localizado na Fazenda Eldorado Empreendimentos Ltda.

Em nota, o MST afirmou que “as famílias exigem a punição imediata do assassino, que age sob o clima de terror contra os movimentos populares, incentivado por autoridades que estão no governo brasileiro”. O movimento destaca ainda que pressionará a polícia e o governador do Estado de SP, João Dória, para que seja realizada uma investigação sobre o caso.

A direção da CUT Brasília se solidariza com o MST e com os familiares de Luiz Ferreira da Costa, e destaca que só a unidade poderá derrotar aqueles que querem impedir a nossa luta. Jamais calarão a nossa voz.

Luiz Ferreira, Presente!

Fonte: CUT Brasília 

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