Início Brasil Governo Federal INSS Na véspera da CPI, Motta quer votar proibição de descontos no INSS
INSS

Na véspera da CPI, Motta quer votar proibição de descontos no INSS

Compartilhar
Compartilhar

Presidente da Câmara pautou para esta terça (19/8) urgência e o mérito de projeto que quer banir o pagamento de mensalidades de associações

O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), decidiu votar nesta terça-feira (19/8) o Projeto de Lei 1546/2024, que proíbe descontos destinados a entidades sindicais de aposentadorias no Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS). A medida foi definida após reunião de líderes e ocorre na mesma semana em que será instalada a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) para investigar fraudes na Previdência.

O relator, deputado federal Danilo Forte (União Brasil-CE), apresentou seu parecer na noite dessa segunda-feira (18/8). Nele, proibiu totalmente a cobrança de mensalidades associativas em folhas de pagamento do INSS. O deputado defende que o emprego de recursos nos processos envolvendo os descontos “comprometem diretamente a capacidade de garantir a proteção previdenciária” e que não cabe ao órgão “atuar como intermediário de relações privadas entre beneficiários e entidades associativas”.

O projeto foi impulsionado pelas fraudes em aposentadorias públicas, reveladas pelo Metrópoles. Ao todo, cerca de R$ 6,3 bilhões teriam sido descontados indevidamente por entidades sindicais. O caso culminou no afastamento e demissão do então presidente do INSS, Alessandro Stefanutto, e renúncia do ministro da Previdência, Carlos Lupi.

O relator também determina que os beneficiários que não tenham reconhecido os descontos deverão ser resarcidos em até 30 dias pelos sindicatos. Caso as associações não devolvam o dinheiro no prazo, caberá ao INSS restituir os descontos integralmente. A regra não se aplica a casos que já estão em análise, como o plano de restituição do Ministério da Previdência.

CPMI será instalada na quarta-feira

A CPMI do INSS será instalada no Congresso nesta quarta-feira (20/8). O colegiado será presidido pelo senador Omar Aziz (PSD-AM) e terá a relatoria do deputado federal Ricardo Ayres (Republicanos-TO). Ao todo, o grupo terá 16 representantes de cada casa e terá até 180 dias para concluir a investigação.

A criação da comissão foi articulada pela oposição ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), e poderá representar novos desgastes à gestão petista, já que poderão ser convocados ministros e representantes de sindicatos investigados nos desvios.

O pedido de criação foi apresentado pela senadora Damares Alves (Republicanos-DF) e pela deputada Coronel Fernanda (PL-MS), que chegou a ser cotada como relatora. Ao todo 223 deputados e 36 senadores assinaram o requerimento. Ante a pressão, a ala governista decidiu aderir à inciativa e busca desvincular o caso do governo Lula, já que parte dos descontos antecedem o retorno de Lula à presidência.

Com informações do Metrópoles

Quer ficar por dentro do que acontece em Taguatinga, Ceilândia e região? Siga o perfil do TaguaCei no Instagram, no Facebook, no Youtube, no Twitter, e no Tik Tok.

Faça uma denúncia ou sugira uma reportagem sobre Ceilândia, Taguatinga, Sol Nascente/Pôr do Sol e região por meio dos nossos números de WhatsApp: (61) 9 9916-4008 / (61) 9 9825-6604.

Compartilhar
Artigos Relacionados

Saiba quem é Ana Cristina Viana Silveira, nova presidente do INSS

Servidora de carreira, Ana Cristina assume o comando do instituto em meio...

Governo troca presidente do INSS em meio às investigações de fraude

Nesta segunda-feira (13), o governo anunciou a troca no comando do Instituto Nacional...

Antecipação do 13º salário para aposentados e pensionistas começa a ser paga este mês

O governo federal confirmou as datas para o pagamento antecipado do 13º...

CPMI do INSS: relatório pede indiciamento de 216 pessoas; veja lista

Documento final foi lido nesta sexta-feira (27/3) após o STF barrar a...