Fabrício Queiroz foi citado em um relatório Coaf por movimentações consideradas atípicas em sua conta bancária
Flávio Bolsonaro e o ex-assessor Fabrício Queiroz (Mateus Bonomi/Agif/Folhapress/Facebook/Reprodução)
O Ministério Público do Rio de Janeiro vai ouvir nesta quarta-feira o depoimento do ex-assessor do senador eleito e deputado estadual Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), Fabrício José Carlos Queiroz. Ele foi citado em um relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) por movimentações consideradas atípicas em sua conta bancária. Desde que o documento foi revelado, Queiroz não se manifestou.
O Coaf, órgão vinculado ao Ministério da Fazenda que atua na prevenção à lavagem de dinheiro, alertou sobre uma movimentação suspeita de 1,2 milhões de reais na conta de Queiroz entre janeiro de 2016 e janeiro de 2017. O montante foi considerado incompatível com o patrimônio e renda do ex-motorista.
No documento, também foram listadas as transferências de sete servidores que passaram em diferentes momentos pelo gabinete de Flávio. O relatório também cita um repasse de 24 mil reais para a futura primeira-dama Michelle Bolsonaro – o presidente eleito Jair Bolsonaro, pai de Flávio, disse que se tratava do pagamento de uma dívida antiga do policial militar com ele.
O ex-PM trabalhou durante cerca de dez anos com Flávio e foi motorista dele na Assembleia Legislativa do RJ. Além desses sete servidores, o próprio Fabrício Queiroz depositou outros 94.812 reais nesta conta, mantida em uma agência do banco Itaú no bairro da Freguesia, zona oeste da capital fluminense.
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