
Segundo o UOL, que conversou com um oficial, a reunião teve caráter “proativo” e não “reativo”, ou seja, uma ação dos militares para definir o caso.
Dois generais ligados ao Alto Comando disseram ao portal que os militares acreditavam que a decisão de Mello poderia ser derrubada pelo presidente do Supremo, Dias Toffoli. E, de fato, ela acabou de ser derrubada.
A crença dos militares em Toffoli tem uma razão muito concreta: ele é um boneco de ventríloquo deles. Seu “assessor” no STF é o general Ajax Porto Pinheiro, que foi colocado (no lugar de outro general, Fernando Azevedo e Silva) para controlar as decisões de Toffoli na Casa, a fim de que todas as suas ações atendam aos interesses dos militares.
O que decidiu o processo, na verdade, foi a ação dos militares, que ordenaram a Toffoli a derrubada da liminar de Mello, atacando os direitos de Lula, que permanece preso.
Marco Aurélio havia denunciado mais cedo que nenhum ministro do STF, sozinho, poderia derrubar sua liminar. Somente o colegiado, que se reunirá somente em abril para discutir as prisões em 2ª instância, poderia derrubar tal liminar.
Portanto, a ação de Toffoli é inconstitucional e foi ordenada pelos militares, que controlam o STF e toda a vida política do País, e são contra a liberdade de Lula.
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