Polícia faz operação contra milícia no RJ para cumprir 118 mandados de prisão

A polícia também investiga se um PM vazou informações sobre essa operação através de mensagens em um aplicativo de celular. Além dos mandados de prisão, operação visa cumprir 180 mandados de busca e apreensão.

Operação cumpre mandados de prisão conta milícia no Rio de Janeiro
Jornal GloboNews edição das 10h
Operação cumpre mandados de prisão conta milícia no Rio de Janeiro

Operação cumpre mandados de prisão conta milícia no Rio de Janeiro

Policiais do Departamento Geral de Polícia da Baixada (DGPB) e da 50ª DP (Itaguaí) prenderam 27 pessoas, na manhã desta quinta-feira (20), suspeitas de integrar a maior milícia que atua no Rio. Ao todo, os agentes tentam cumprir 118 mandados de prisão. A ação, que também conta com o apoio de diversas delegacias e do Exército, fez buscas em 180 endereços.

Dos presos, 21 foram em cumprimento de mandados de prisão, 5 foram de mandados contra réus que já estão presos e um preso em flagrante. Entre os presos, está um soldado da Força Nacional.

A operação, batizada de Heracles, mira o grupo criminoso que é composto por milicianos da Zona Oeste do Rio, mas que estendeu a atuação até a Baixada Fluminense.

A ação é realizada no munícipio em Itaguaí e nos bairros de Campo Grande, Santa Cruz, Paciência, Sepetiba, Cosmos, Inhoaíba, Campinho e Praça Seca. Entre os 118 alvos, estão dois PMs e um ex-PM.

A polícia também investiga se um PM vazou informações sobre essa operação através de mensagens em um aplicativo de celular. O suboficial do Regimento de Policia Montada (RPMont) de Campo Grande, que estava de saída, foi preso e levado para a Cidade da Polícia.

A operação é um desdobramento da Freedom, na qual foram expedidos 43 mandados de prisão preventiva e 96 mandados de busca e apreensão.

Segundo as investigações, foram identificados e indiciados os principais líderes da organização criminosa a partir do chefe Wellington da Silva Braga, vulgo Ecko ou Didi.

Ainda de acordo com a polícia, os milicianos expulsaram os traficantes das comunidades do Barbante, Rola e Antares e ocupam as mesmas mantendo vários pontos de vigilância e grande número de armas de fogo.

Os indiciados possuem antecedentes criminais por tráfico de drogas e/ou roubo, o que deixa claro uma mudança nas características da organização criminosa.

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