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CFM e AMB querem impedir 13 mil novos médicos de atender pacientes

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Três a cada 10 estudantes foram avaliados como nota crítica e insuficiente no Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed) 2025. “OAB da Medicina” volta a ser pauta após resultados preocupantes

O Conselho Federal de Medicina (CFM) e a Associação Médica Brasileira (AMB) avaliam impedir 13 mil alunos de medicina que falharam em atingir nota superior a 2 no Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed) 2025 — abaixo da nota mínima aceitável pela própria metodologia adotada pelo MEC — possam atuar profissionalmente. 

O exame, que mede o desempenho dos estudantes e a qualidade dos cursos de medicina no país, revela um cenário alarmante: 3 a cada 10 estudantes do último semestre do curso foram considerados críticos e insuficiente. Play Video

Para a AMB, esses números indicam uma necessidade de um exame de proficiência médica como um pré-requisito para o exercício da medicina. “Sendo mais claro, não comprovada a proficiência médica pelos egressos dos cursos de medicina, não lhes seria concedido o registro profissional pelos CRM (Conselho Regional de Medicina), impedindo-os, desta forma, de atender pacientes.”

Além dos estudantes, as faculdades também falharam na avaliação, com o Ministério da Educação (MEC) reconhecendo 107 faculdades de medicina têm nível crítico e insuficiente quando se trata da qualidade do ensino e outras 80 escolas atingem apenas critérios minimamente aceitáveis.

“Quando mais de um terço dos egressos de medicina obtêm desempenho considerado insuficiente pelo próprio MEC, estamos diante de um problema estrutural gravíssimo. São mais de 13 mil graduados em medicina que receberão diploma e registro para atender a população sem terem competências mínimas para exercer a medicina. Isso é assustador e coloca em risco a saúde e a segurança de milhões de brasileiros”, alerta o presidente do CFM, José Hiran Gallo. 

O conselho defende, para a segurança da população, que todos os cursos de medicina em funcionamento no país tenham, no mínimo, nota 4 – o que significa que, pelo menos, 75% de seus alunos obtiveram um Bom Desempenho, segundo conceito definido pela metodologia do MEC.

* Estagiário sob supervisão de Carlos Alexandre de Souza

Com informações do Correio Braziliense

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