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Justiça dos EUA impede Trump de barrar estudantes estrangeiros em Harvard

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A Justiça dos Estados Unidos bloqueou uma medida do presidente Donald Trump que proibia a Universidade de Harvard de matricular estudantes estrangeiros. A decisão foi tomada pela juíza distrital Allison Burroughs, de Boston, na última sexta-feira (20), e garante que os alunos internacionais continuem frequentando a instituição enquanto o processo judicial está em andamento.

A ordem de Trump visava retirar Harvard de um programa federal que autoriza cerca de 7 mil estudantes e recém-formados da universidade a estudar e trabalhar legalmente no país.

Na decisão de três páginas, Burroughs determinou que o governo está proibido de “implementar, instituir, manter ou dar qualquer força ou efeito” à medida do Departamento de Segurança Interna, que tentava excluir Harvard do programa.

A juíza ainda exigiu que as autoridades informassem aos postos diplomáticos dos EUA e pontos de entrada no país que ignorassem qualquer orientação que restringisse a atuação da universidade.

Mesmo que nem todos os pedidos da instituição tenham sido atendidos, Harvard celebrou a decisão. “Ela permite que Harvard continue matriculando estudantes e acadêmicos internacionais enquanto o processo segue”, disse um porta-voz. “A instituição continuará a defender seus direitos — e os direitos de seus estudantes e acadêmicos.”

Bandeiras com o símbolo de Harvard adornam um dos prédios da universidade que se tornou símbolo da resistência da ciência aos ataques de Trump
Bandeiras com o símbolo de Harvard adornam um dos prédios da universidade, que se tornou símbolo da resistência da ciência aos ataques de Trump. Foto: AFP

Disputas judiciais

Desde abril, a gestão Trump e Harvard vêm travando uma série de disputas judiciais. O presidente acusa a universidade de ser “antissemita e de extrema-esquerda”, em razão de protestos em campi universitários. Ele também tem criticado políticas de diversidade, equidade e inclusão, revogadas por decreto em seu governo.

Trump ainda ameaçou cortar US$ 2 bilhões em repasses federais à universidade e sugeriu que Harvard fosse tributada como entidade política.

“Talvez Harvard devesse perder seu status de isenção de impostos e ser tributada como uma entidade política se continuar promovendo essa ‘doença’ de cunho político, ideológico e inspirada/apoiadora do terrorismo”, escreveu em rede social.

Na semana passada, Trump afirmou estar negociando um possível acordo com a universidade. “Temos trabalhado em estreita colaboração com Harvard, e é bem possível que um acordo seja anunciado na próxima semana ou algo assim. Se um acordo for firmado com base no que está sendo discutido atualmente, será ‘incrivelmente’ HISTÓRICO e muito bom para o nosso país”, declarou no Truth Social.

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