Assembleia venezuelana amplia por 15 anos as joint ventures da PDVSA com a estatal russa Roszarubezhneft
A Assembleia Nacional da Venezuela aprovou a prorrogação de projetos petrolíferos com a Rússia, consolidando uma parceria estratégica que se estenderá até 2041. As informações foram publicadas pelo Sputnik International, fonte original da notícia.
Segundo o parlamento venezuelano, a medida renova por 15 anos a operação das empresas mistas constituídas entre a estatal PDVSA e a companhia russa Roszarubezhneft, responsáveis pela exploração dos campos Boquerón e Petroperijá.
Extensão das operações e papel da Rússia na produção venezuelana
De acordo com o comunicado, “uma sessão plenária da Assembleia Nacional aprovou uma extensão de 15 anos para a operação das joint ventures Boquerón e Petroperijá, para continuar a produção de petróleo de 2026 a 2041”.
Hoglis Jesús Martínez Núñez, diretor-presidente da subsidiária russa da PDVSA, lembrou em declaração de junho de 2024 que a participação da Rússia na produção de petróleo venezuelano alcançava 12%.
A renovação reforça a presença russa no setor energético venezuelano em meio ao cenário de sanções impostas pelos Estados Unidos e seus aliados — medida criticada de forma recorrente por Caracas e Moscou.
Parceria estratégica formalizada entre Putin e Maduro
Antes da aprovação legislativa, o presidente russo Vladimir Putin havia assinado a lei que ratifica o Acordo de Parceria Estratégica e Cooperação com a Venezuela. O decreto foi publicado no portal oficial de informações jurídicas da Rússia.
O pacto foi selado em 7 de maio, durante encontro em Moscou entre Putin e o presidente venezuelano Nicolás Maduro. Segundo o texto, o acordo amplia a cooperação em setores econômicos e estratégicos, como energia, mineração e área militar, e reforça o alinhamento político entre os dois países.
Rejeição a sanções e criação de infraestrutura financeira independente
O documento estabelece que ambos os governos “opõem-se firmemente a medidas coercitivas unilaterais e restritivas, incluindo aquelas de natureza extraterritorial, que violam a Carta da ONU e normas do direito internacional”.
O acordo também prevê a criação de uma infraestrutura financeira russo-venezuelana independente, reduzindo a vulnerabilidade aos sistemas de pagamentos dominados pelo Ocidente.
Moscou e Caracas afirmam ainda cooperar no combate à falsificação da história do colonialismo e no enfrentamento ao racismo, genocídio e outros crimes — temas que vêm ganhando espaço na diplomacia venezuelana e russa.
Cooperação em controle de armas e estabilidade global
Outro ponto relevante do pacto é o compromisso conjunto em temas relacionados a controle de armas, desarmamento e não proliferação. O objetivo declarado é “contribuir para a estabilidade internacional e para uma segurança indivisível e igual para todos os Estados”.
A ampliação da cooperação ocorre em um momento de tensões geopolíticas crescentes e reforça a aposta da Venezuela em alianças alternativas ao eixo ocidental.
Fonte: brasil247
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