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“Guedes é meu patrão, e não eu o patrão dele”, diz Bolsonaro

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“Eu que tenho que me alinhar a ele, não ele a mim. Ele que é meu patrão nesta questão, não eu o patrão dele”, disse Jair Bolsonaro durante entrevista coletiva neste sábado (21), num claro recado à elite brasileira descontente com a série de demonstrações de descontrole e falta de decoro com o cargo que ocupa: a Presidência da República

247 – Numa tentativa de arrefecer as movimentações de pedido de interdição ou impeachment por conta do evidente descontrole e falta de decoro, Jair Bolsonaro manda um recado a banqueiros, empresários e barōes da mídia em entrevista nesta sábado (21) ao afirmar que o ministro Paulo Guedes, da Economia, é quem manda nele, apesar dele ocupar o cargo mais importante da República. 

“Eu que tenho que me alinhar a ele, não ele a mim. Ele que é meu patrão nesta questão, não eu o patrão dele”, disse Bolsonaro, que durante a campanha eleitoral admitiu que não entende nada de economia.

“Não quero falar algo que possa constranger o Paulo Guedes amanhã por desconhecimento da minha parte. Não tenho como saber de tudo o que  acontece no governo. Eu que tenho que me alinhar a ele, não ele a mim. Ele que é meu patrão nesta questão, não eu o patrão dele”, afirmou.

Em entrevista no Palácio da Alvorada, Bolsonaro afirmou que o “carro-chefe” de seu governo em 2020 continuará sendo a economia. Num ano em que as políticas econômicas do governo fizeram a taxa de desemprego no Brasil ficar em 11,6%, correspondendo a 12,4 milhões pessoas sem emprego, Bolsonaro diz que o foco é facilitar o empreendedorismo, o que para especialistas é a uberização do trabalho, sem direitos e condições de trabalho.

“O que mais nós queremos é facilitar a vida de quem quer empreender. Tem que lançar o plano ‘Minha Primeira Empresa’ para tirar isso do discurso da oposição. Você quer criar uma empresa, vai criar. O salário está baixo, você paga R$ 5.000, R$ 10 mil, R$ 30 mil para quem for trabalhar na tua empresa, esta que é a ideia”, defendeu.

Bolsonaro ainda descartou fazer mudanças em seu ministério e ainda voltou a fazer elogios ao ministro Marcelo Álvaro Antônio, apontado pelo Ministério Público de Minas Gerais como uma liderança no esquema de candidatas-laranja com o objetivo de desviar recursos do fundo eleitoral na condição de presidente estadual do PSL durante a campanha de 2018.

“Com todos os problemas, o Marcelo Antonio está indo muito bem. Os problemas dele foram no ano passado”, afirmou Bolsonaro.

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