Início Distrito Federal Ceilândia Lula: ‘Precisamos urgentemente ser antirracistas. Sem igualdade étnica, racial e de gênero, não há democracia de verdade’; vídeo
CeilândiaJUSTIÇAPolítica

Lula: ‘Precisamos urgentemente ser antirracistas. Sem igualdade étnica, racial e de gênero, não há democracia de verdade’; vídeo

Compartilhar
Compartilhar

Acima, o discurso de Lula sobre o Dia da Consciência Negra de 2020

Dia da Consciência Negra: a luta do movimento negro e a importância de políticas para a igualdade racial

Lula.com.br

20 de novembro marca o Dia da Consciência Negra, conquista histórica do movimento negro brasileiro.

Instituído na data da morte de Zumbi, herói da luta contra a opressão dos colonizadores em Palmares, esse dia lembra a luta da população negra e sua contribuição para a formação do Brasil.

Em um país marcado pelo racismo estrutural, recorrente e cotidiano, a luta antirracista e as políticas de promoção da igualdade racial são fundamentais.

Pretos e pardos são 66% dos 8,1 milhões de brasileiros que perderam o emprego em 2020, segundo dados da Pnad Contínua 2020 divulgada nesta sexta (19).

O desemprego, o desalento e a subocupação batem níveis elevados em toda a população, e são piores para a população negra, de acordo com o Dieese.

Entre mulheres negras, 40,9% estão subutilizadas no mercado de trabalho. O índice entre mulheres não negras é de 27,7%. Entre homens negros, o percentual é de 26,9%, e homens não negros atingem 18,5%.

O racismo também é gritante na discrepância de renda: no segundo trimestre de 2021, o rendimento médio mensal de homens não negros foi de R$ 3.471. O rendimento médio mensal de mulheres negras foi menos da metade: R$1.617. O rendimento de homens negros foi de R$ 1.968 e o de mulheres não negras foi de R$ 2.674.

De acordo com o IBGE, quase um terço dos negros brasileiros está abaixo da linha da pobreza, ao passo que entre os brancos, esse índice é de cerca de 15%. Na pobreza extrema estão quase 9 % dos negros, enquanto esse número entre os brancos é de menos de 4 %.

No Brasil, a violência definitivamente tem cor. Nos últimos 10 anos, mais de 650 mil pessoas negras foram assassinadas no Brasil. Os negros são quase 80% dos mortos pela polícia. O genocídio da juventude negra é patente: um jovem negro corre três vezes mais risco de ser assassinado que um jovem branco.

Lula: ‘Precisamos urgentemente ser antirracistas. Sem igualdade étnica, racial e de gênero, não há democracia de verdade’; vídeo

Em 2017, o ex-presidente Lula foi escolhido como patrono dos formandos do curso de Humanidades da Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira (Unilab),no campus dos Malês, em São Francisco do Conde, na Bahia. Fotos: Ricardo Stuckert

Nas palavras do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (assista ao vídeo no topo):

“Se quisermos ter um futuro de justiça e democracia, precisamos combater e superar o racismo. Não basta não ser racista. Precisamos urgentemente ser antirracistas. Sem igualdade étnica e racial, assim como sem igualdade de gênero, não há democracia de verdade, não há cidadania efetiva e não haverá desenvolvimento. Com racismo, não há sequer soberania. Um Brasil racista será sempre pobre, injusto, pequeno e frágil. Portanto, para se reconstruir e transformar o Brasil, como desejamos, precisamos de uma democracia que se assuma antirracista. Precisamos de uma sociedade antirracista. Em nome da vida, da vida de todas e todos, precisamos superar o racismo”

Políticas para a igualdade racial dos governos de Lula e do PT

No início de seu mandato, Lula criou a Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir), com status de ministério. Desde a Constituição Federal de 1988, os movimentos sociais reivindicavam a criação de órgãos nacionais de políticas públicas voltadas à promoção da igualdade racial.

Em 2003, Lula sancionou a lei nº 10.639/2003, que modifica a Lei de Diretrizes e Bases e torna obrigatório o ensino da história e da cultura afro-brasileira e africana nas escolas públicas e particulares de ensino médio e fundamental.

Sua aprovação — um marco na história das conquistas antirracistas — resultou de anos de luta do movimento negro contra o racismo institucional brasileiro.

Uma das principais conquistas quilombolas, mediada pelo Movimento Negro Unificado e, posteriormente, pela Conaq (Coordenação Nacional de Articulação da Comunidades Negras Rurais Quilombolas), foi a inserção das suas demandas territoriais na Constituição Federal de 1988, que determina que o Estado emita título de propriedade definitiva aos territórios das comunidades remanescentes de quilombo.

Apenas em 2003, quando Lula assume a presidência, esse direito é regulamentado pelo Decreto 4.887 que atribui ao Incra e à Fundação Cultural Palmares a responsabilidade dos procedimentos de identificação, reconhecimento, delimitação, demarcação e titulação das terras de remanescentes quilombolas.

O Programa Brasil Quilombola, instituído em 2007, incluía ações intersetoriais, como reconhecimento e titulação das comunidades; direitos e cidadania, desenvolvimento local e inclusão produtiva, infraestrutura e qualidade de vida.

Em 2005, com a participação de 1.200 delegados, além de Lula e diversos ministros, realiza-se a 1ª Conferência Nacional de Promoção da Igualdade Racial (Conapir).

A construção da conferência envolveu mais de 90 mil pessoas, por meio das 26 conferências estaduais e da conferência do Distrito Federal, precedidas de etapas municipais e regionais que mobilizaram 1.332 municípios.

Em 2010, Lula sancionou a Lei nº 12.288/2010, que institui o Estatuto da Igualdade Racial. A lei se destina a combater a discriminação racial e efetivar a igualdade de oportunidades à população negra com políticas nas áreas da educação, cultura, lazer, saúde e trabalho. A lei também assegura às comunidades quilombolas e aos povos de matriz africana o direito de preservar suas manifestações culturais e religiosas.

O projeto de lei, de autoria de Paulo Paim (PT/RS), vinha tramitando no Congresso Nacional havia quase uma década. As futuras leis de cotas em universidades federais (2012) e no funcionalismo público federal (2014) seriam importantes desdobramentos das discussões e da articulação que levaram à construção do Estatuto.

Em 2014, Dilma sancionou a lei n° 12990/2014, de autoria do Executivo, que institui cotas para negros de 20% das vagas de concursos públicos federais. A lei tem validade até 2024.

Negros nas universidades

Em 2003, a UERJ foi a primeira universidade a adotar o sistema de cotas raciais e sociais, importante política de reparação e combate ao racismo.

A partir daí, as cotas foram adotadas por diversas outras universidades. Até 2010, 93 universidades contavam com políticas afirmativas. Em 1992, apenas 1,5% dos negros entre 18 e 24 anos estavam nas universidades; em 2009, eles eram 8,3%.

Em 2012, Dilma Rousseff sancionou a lei federal 12.711/2012, de autoria do executivo, que determinou cotas sociais e raciais para universidades públicas.

Entre 2012 e 2014, as vagas reservadas para negros e indígenas em universidades federais aumentaram 225% – passaram de 13.392 para 43.613.

Em 2001, negros representavam apenas 22% dos estudantes de nível superior. Até 2015, a participação dos negros na população universitária dobrou, chegando a 44%. Em 2018, pela primeira vez, o número de matrículas de estudantes negros e pardos tornou-se maioria nas universidades públicas – 50,3%.

Hoje, mulheres negras são o maior grupo nas universidades públicas do país, representando 27% dos estudantes.

Homens brancos e mulheres brancas representam 25% do total cada um, e homens negros são 23% dos alunos.

Considerando-se o universo total de universitários (na soma de instituições públicas e privadas), mulheres negras correspondem a 29,3% do total de estudantes.

Essa revolução na educação foi também influenciada por políticas educacionais como o Reuni e o Programa Universidade para Todos (Prouni). O Reuni construiu 18 universidades federais e 184 campi ao redor do país, enquanto o Prouni concedeu, até 2015, 2 milhões de bolsas em instituições privadas de ensino, das quais 1,4 milhão foram bolsas integrais, ou seja, destinadas a estudantes com renda familiar mensal per capita de até um salário mínimo e meio.

Sob os governos do PT, o número de matrículas universitárias aumentou 130%, o que significa 4,6 milhões de vagas a mais em faculdades públicas e privadas em todo o país. Em 2002, eram 3,4 milhões de vagas, enquanto em 2015 o Brasil contava com 8,02 milhões de universitários.

Por favor inscreva-se em meu canal youtube e compartilhe o vídeo, o Twitter e o blog e, deixe um comentário.

https://www.ceilandiaemalerta.com.br/

https: https://jornaltaguacei.com.br/

Facebook:https://www.facebook.com/jtaguacei/

Facebook: https://www.facebook.com/jeova.rodriguesneves

Twiter: https://twitter.com/JTaguacei

Instagram:https://instagram.com/ceilandiaemalerta?utm_medium=copy_link

vídeos.https://www.youtube.com/channel/UCPu41zNOD5kPcExtbY8nIgg?view_as=subscriber

Compartilhar

Deixe um Comentário

Deixe uma resposta

Artigos Relacionados

Vorcaro troca defesa e sinaliza delação

Após Segunda Turma do STF formar maioria para mantê-lo em detenção preventiva,...

Lula e Flávio montam escalação para a campanha

Pré-candidatos à Presidência turbinam formação da equipe com escolha de marqueteiros para...

Colaboração de Vorcaro já é chamada de ‘delação do fim do mundo’

Relator André Mendonça integra ala do STF que formou maioria para manter...

Gilmar Mendes leva quebra de sigilo de Fábio Luís ao plenário físico do STF

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu levar para...