“Antes tínhamos um presidente que trazia joias na mala e agora temos um governo soberano”, diz André Constantine

Diferença entre a era Lula e o desgoverno Bolsonaro é abissal

www.brasil247.com - André Constantine, Lula com Xi Jinping e Jair Bolsonaro
André Constantine, Lula com Xi Jinping e Jair Bolsonaro (Foto: Ederson Casartelli | Ken Ishii/Pool via REUTERS | REUTERS/Marco Bello | Reprodução)

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247 – Na última entrevista concedida à TV 247, no programa “Papo Reto”, em parceria com Dafne Ashton e Andrea Trus, o militante do Partido dos Trabalhadores (PT) André Constantine exaltou a conduta política assertiva do ex-presidente Lula no cenário geopolítico, enquanto criticou a imprensa brasileira por ser “lacaia” dos interesses norte-americanos e imperialistas.

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Para Constantine, Lula é um grande estadista que tem colocado a soberania nacional acima de tudo, ao contrário do governo anterior que, segundo ele, se envolveu em escândalos de corrupção e traiu os interesses do país. “Que diferença desse atual governo do governo anterior: no governo anterior o presidente viajava e trazia joias nas malas. Hoje a gente tem um governo que viaja e coloca a soberania nacional acima de tudo”, afirmou.

Além disso, Lula tem buscado fortalecer as relações com outros países latino-americanos, como a Venezuela e a Argentina, e voltou a integrar a União das Nações Sul-Americanas (UNASUL), uma iniciativa importante para o levante dos países latinoamericanos e para deixar de ser visto como um quintal norte-americano.

“Militância feliz” – Constantine destacou que a mídia tradicional brasileira, em sua opinião, sempre arruma um pretexto para desgastar o governo de Lula, mas a militância de base está feliz com a conduta política assertiva do ex-presidente. “A militância de base, que luta pelo povo, está feliz com o governo que temos hoje e com as mudanças que Lula está promovendo em nosso país”, disse.Playvolume

Constantine também abordou as políticas de combate às drogas. Segundo ele, no sistema capitalista, existem várias indústrias, como a das armas, a da pobreza e a indústria do medo, esta última sendo alimentada pelos programas policialescos na televisão aberta e que estão ligados à indústria da segurança. Ele ressalta que a questão do avanço da criminalidade é um problema social.

Durante a entrevista, André também mencionou a operação policial da última semana na favela Nova Holanda, localizada no Complexo da Maré, no Rio de Janeiro. Ele destacou a importância de discutir que tipo de política pública é essa que permite que negros sejam permanentemente assassinados.

Para André, tanto as drogas quanto as armas chegam de fora, e não é mais possível ficar refém da política de guerra aos pobres. Ele defende a discussão sobre a criminalização de todas as drogas, uma vez que a política de proibicionismo mata principalmente pessoas negras e pobres das favelas. Ele também ressalta que as pessoas continuam usando drogas e que a “branquitude” que tem o delivery de drogas não morrem ao subir os morros.

O militante ainda mencionou a fala do Ministro Silvio Almeida, que afirmou que o problema das drogas é uma questão de saúde pública. Ele argumenta ainda que não há interesse das Forças Armadas e da Polícia Militar em acabar com a guerra às drogas, pois isso faz parte da indústria da guerra do Brasil, que acaba desviando armas que aparecem nas mãos dos mesmos traficantes.

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