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Há 3 anos: Professores retomavam greve contra o confisco da previdência por Richa

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No dia 25 de abril de 2015, cerca de cinco mil professores e servidores decidiram numa assembleia em Londrina retomar a greve nas 2,1 mil escolas da rede pública do Paraná. O principal motivo da segunda paralisação daquele ano seria tentar barrar o confisco da previdência planejado pelo então governador Beto Richa (PSDB).

Era um sábado, e a votação do projeto de confisco na Assembleia Legislativa do Paraná (ALEP) já estava marcada para a semana seguinte, na quarta-feira, 29 de abril.

Os educadores haviam suspendido a primeira paralisação em 9 de março, depois de um mês de greve. A suspensão do movimento se deu em função de uma carta-compromisso assinada por Richa com aval do Tribunal de Justiça do Paraná (TJPR). Mas o acordo estava sendo totalmente descumprido pelo governo.

A indignação dos servidores era reforçada por um “interdito proibitório” concedido pelo juiz Eduardo Lourenço Bana, de Curitiba, contra a greve dos professores que começaria na segunda-feira (27). O magistrado estipulou uma multa diária de R$ 100 mil contra a APP-Sindicato e autorizou a repressão com violência policial à manifestação, no caso de ocupação da ALEP.

Outras categorias do funcionalismo já haviam aderido ao movimento. Enfim, o palco da batalha estava armado. Haveriam vigílias e acampamentos novamente no Centro Cívico. Os próximos dias seriam os mais tensos da história recente do Paraná.

Vamos relembrando todos os fatos daquele fim de abril em que a ganância do governo em confiscar a poupança previdenciária dos servidores causou um massacre com mais de 200 feridos. Transformando o Centro Cívico num banho de sangue. Para que nunca mais se repita.

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