Trabalhadores vão às ruas contra a escala 6×1 nesta segunda, 25

A luta pelo fim da escala 6×1 chegou a um ponto de ebulição. Nesta segunda-feira (25), trabalhadores e trabalhadoras de São Paulo se concentram para um ato na Avenida Paulista, em frente ao MASP, a partir das 17h, convocado pelas centrais sindicais, entre elas CUT, Força Sindical, UGT, CTB, CSB, NCST, Pública e Intersindical, ao lado das Frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo e de movimentos populares de todo o Brasil.

A mobilização não se restringe à capital paulista. Ao longo deste fim de semana, mais de 15 cidades registraram atos de rua pela redução da jornada semanal de trabalho. E nesta segunda, além de São Paulo, novos atos estão programados para o Rio de Janeiro, Vitória, São Luís, Cuiabá e Aracaju. Confira abaixo:

Atos desta segunda (25)

  • Rio de Janeiro (RJ): ato na Candelária, às 16h
  • Vitória (ES): em frente à Assembleia Legislativa, às 18h
  • São Luís (MA): caminhada na Rua Grande, concentração na Praça João Lisboa (Centro Histórico), às 16h
  • Cuiabá (MT): mobilização no TRR, Avenida do CPA, às 14h
  • Aracaju (SE): panfletagem e diálogo com a população no Terminal do DIA, às 6h
  • São Paulo (SP): ato na Avenida Paulista, em frente ao MASP, às 17h.

Quarta-feira (27)

  • Teresina (PI): Praça Rio Branco, às 9h
  • Sorocaba (SP): mobilização na Avenida Independência, 2757, no Éden, às 5h. Concentração no Sindicato dos Metalúrgicos, na Rua Júlio Hanser, 140, Jardim Faculdade, às 4h.
  • Osasco (SP): ato no início do Calçadão, às 10h.
  • Santa Maria/RS: Saldanha Marinho, às 17h

Semana decisiva no Congresso

A pressão nas ruas chega num momento crucial do debate legislativo. O governo federal enviou em regime de urgência um projeto de lei que reduz a jornada semanal de 44 para 40 horas, garante dois dias de descanso remunerado por semana e proíbe qualquer redução salarial — medida que, na prática, elimina a escala 6×1. Na Câmara, também tramitam propostas de emenda à Constituição (PECs) que tratam de mudanças graduais no formato da semana de trabalho.

O cronograma desta semana é o seguinte:

  • Segunda (25): leitura do relatório na Câmara — e vigília da classe trabalhadora no Anexo II, a partir das 15h
  • Terça (27): votação do relatório na comissão — nova vigília às 14h
  • Quarta (28): votação no Plenário — mobilização a partir das 9h

Para as lideranças sindicais, a continuidade da pressão popular será determinante para impedir manobras de adiamento e garantir avanços concretos para a classe trabalhadora.

Além disso, os atos dessa semana foram precedida por uma onda de mobilizações que tomou o país entre sexta (22) e domingo (24), com atos acontecendo em cidades como: São Paulo, Manaus, Campinas, Florianópolis, Paranavaí, Campo Grande, Salvador, Belém, Brasília, Curitiba, Recife, Maringá, São Luís, Fortaleza, Belo Horizonte e Porto Alegre.

MTST ocupa sede da Fecomércio no Rio

Logo na manhã desta segunda, o MTST, junto a outras frentes, ocupou a sede da Fecomércio no Rio de Janeiro. O recado foi direto: exigir a aprovação imediata do fim da escala 6×1, sem redução salarial.

“O empresariado tenta nos sabotar pressionando por uma transição de até 10 anos, uma manobra absurda para adiar a nossa qualidade de vida. A classe trabalhadora quer viver além do trabalho! Não aceitaremos mais jornadas desumanas enquanto eles acumulam lucros recordes. A nossa premissa fundamental é clara: só a luta muda a vida!”, diz a publicação do MST.

Setores patronais e parte do Congresso têm defendido modelos de transição mais longos ou mudanças no texto em discussão. Para o movimento sindical, qualquer tentativa de dilatar o prazo em uma décadas é inaceitável.

Apoio popular e pressão de rua

Levantamentos, como uma pesquisa feita pelo Nexus, indicam que a maioria da população brasileira (73%) é favorável ao fim da escala 6×1. O movimento sindical avalia que a pressão popular será fundamental para impedir tentativas de adiamento e garantir que deputados e senadores votem a favor de jornadas mais humanas.

A semana decisiva chegou. A classe trabalhadora está nas ruas — e não vai recuar.

*Com informações do Brasil de Fato

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