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Interventor no Rio, Braga Netto acertou com Temer “lei do silêncio” sobre caso Marielle

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Ex-vice de Bolsonaro precisa falar sobre o que sabe ou não deixou ninguém saber sobre o assassinato

Recordar é viver. Em julho de 2018, matéria do Globo informava que o então interventor federal na segurança pública do Rio, general Walter Braga Netto, havia acertado com o presidente da época, Michel Temer, uma lei do silêncio em relação às investigações sobre o assassinato de Marielle Franco.

Havia o temor de que a “verborragia” do ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, prejudicaria a apuração, dizia a matéria. Jungmann era ministro da Defesa quando a intervenção federal no Rio foi decretada por Temer, em fevereiro daquele ano.

Dez dias depois, o ministro foi deslocado para uma nova pasta criada por Temer, a de Segurança Pública. Logo após Braga Netto assumir, Marielle foi a suas redes e comentou um declaração estúpida que ele deu. “E essa agora de que o general da intervenção disse que o Rio de Janeiro é um laboratório para o Brasil? E nós somos as cobaias? Absurdo”, escreveu a vereradora do PSOL.

Marielle foi morta em 14 de março de 2018. O comando da intervenção federal estava nas mãos de generais do Exército. Braga Netto era o interventor e se reportava diretamente a Temer, conforme definido no decreto da intervenção. Ele nomeou o general Richard Nunes para o cargo de secretário de Segurança Pública do Rio.

As falas de Jungmann sobre o caso Marielle, especialmente as afirmações sobre o afunilamento das investigações, que evidenciariam o envolvimento de integrantes de milícias no assassinato, incomodaram tanto o interventor federal quanto o secretário de Segurança Pública. A insatisfação dos dois foi exteriorizada a integrantes do comando das Forças e também dentro do Palácio do Planalto, diz a reportagem.

De acordo com a reportagem, Braga Netto esteve em Brasília e, numa reunião com Temer, da qual também participou Jungmann, acertou a lei do silêncio sobre o andamento das investigações.

Braga Netto, o homem que seria ministro de Bolsonaro e, depois, seu vice na campanha de 2022 precisa falar sobre o que sabe ou não deixou ninguém saber do caso Marielle.

Publicado por Kiko Nogueira

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