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Na ONU, Silvio Almeida critica “punição coletiva” dos palestinos por Israel e fala em “neocolonialismo” e “Apartheid”

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Ministro ainda condenou a ocupação das terras palestinas: “ilegal”

Nesta segunda-feira (26), durante a abertura do Conselho de Direitos Humanos da ONU em Genebra, o ministro de Direitos Humanos e Cidadania do Brasil, Silvio Almeida, fez um discurso contundente denunciando as ações de Israel na região de Gaza. O pronunciamento marca o primeiro posicionamento do Brasil após a crise estabelecida com o governo de Israel, que recentemente declarou o presidente Lula (PT) como “persona non grata” por ter comparado o massacre dos palestinos ao Holocausto.

Silvio Almeida cobrou veementemente que Israel cumpra as determinações da Corte Internacional de Justiça para evitar um genocídio, além de condenar a ocupação das terras palestinas como “ilegal”, informa Jamil Chade, do UOL. Ele acusou o governo de Benjamin Netanyahu de promover uma “punição coletiva” contra o povo palestino em Gaza, resultando em uma crise humanitária de proporções alarmantes.

“Expresso minha profunda indignação com o que acontece, neste momento, em Gaza”, afirmou o ministro brasileiro, destacando a grave situação enfrentada pela população palestina, incluindo a desproporcionalidade no uso da força por parte de Israel, que resultou na perda de milhares de vidas palestinas, muitas delas mulheres e crianças.

Apesar de condenar os ataques do Hamas contra Israel, ocorridos em 7 de outubro de 2023, Silvio Almeida concentrou suas críticas nas ações perpetradas por Israel, descrevendo a situação como uma “punição coletiva” que privou milhares de civis palestinos de acesso a recursos básicos como energia elétrica, água potável, alimentos e assistência humanitária.

O ministro brasileiro defendeu veementemente a criação de um Estado Palestino livre e soberano, convivendo em paz com Israel, como uma condição essencial para alcançar a estabilidade na região. Ele também destacou a discriminação enfrentada pelos palestinos, fazendo uma analogia com o regime de apartheid na África do Sul. “Consideramos ser dever deste Conselho prestigiar a autodeterminação dos povos, a busca da solução pacífica dos conflitos e se opor de forma veemente a toda forma de neocolonialismo e de Apartheid”.

Além de solicitar que a ONU intervenha na crise, Silvio Almeida cobrou Israel para que cumpra integralmente as decisões da Corte de Haia, especialmente no que diz respeito à cessação das violações dos direitos humanitários e à prevenção de ações tipificadas como genocídio, conforme estabelecido pela Convenção para a Repressão e Punição do Crime de Genocídio.

O discurso do ministro brasileiro também abordou a agenda do Brasil como presidente do G20, defendendo a reforma dos organismos internacionais e criticando abertamente os países ricos por instrumentalizarem o órgão de Direitos Humanos da ONU para atender a seus interesses políticos e econômicos, em detrimento da justiça e da equidade globais.

Em suas palavras finais, Silvio Almeida enfatizou a importância de se manter a integridade dos direitos humanos em meio às pressões políticas e econômicas, alertando para os perigos da instrumentalização desses direitos em prol de agendas particulares.

Com informações do Brasil 247

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