O presidente do BRB, Nelson Souza, disse que, caso isso ocorra, não seria necessário o uso de bens públicos do DF como garantia
O presidente do Banco de Brasília (BRB), Nelson Antônio de Souza, disse acreditar que o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), e a governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), chegarão a um consenso para que o Tesouro dê aval para o empréstimo ao BRB via Fundo Garantidor de Crédito (FGC) ou consórcio de bancos.
Neste cenário, segundo o CEO do BRB, não seria necessário o uso de bens públicos do DF como garantia. “O GDF nunca deu calote e não vai ser agora que dará”, declarou Souza ao Metrópoles.
O presidente do BRB citou o aval do Tesouro para empréstimo aos Correios, no valor de R$ 12 bilhões, em conjunto com cinco bancos. A operação, anunciada em dezembro de 2025, tem prazo de 15 anos para pagamento.
“Tem algo que eu tenho defendido com muita veemência: creio que, com a sensibilidade e o protagonismo da Celina e do presidente Lula, eles possam chegar ao entendimento para que ele possa dar aval. Os interesses do sistema financeiro nacional e do BRB em especial – porque envolve muito aspecto social – precisam estar acima dos interesses políticos. Pelo que conheço os dois, creio que vão chegar ao entendimento para o aval do Tesouro”, disse a presidente do BRB.
O banco tem até 29 de maio para fazer o aporte de capital. Na semana passada, a assembleia geral de acionistas aprovou aumento do capital em até R$ 8,8 bilhões.
O empréstimo de R$ 6,6 bilhões foi solicitado ao FGC no fim de março. Sem garantia do Tesouro até o momento, o BRB e GDF oferecem bens como imóveis e ações de estatais. Outra alternativa é a venda da dívida ativa – conjunto de tudo que pessoas e empresas devem ao governo, como multas e impostos – avaliada em R$ 12 bilhões.

Fachin libera lei de socorro
Na última sexta-feira (24/4), o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, derrubou uma liminar que proibia o uso de bens móveis e imóveis públicos para reforço patrimonial do BRB.
A decisão ainda será submetida ao plenário virtual do STF, entre os dias 8 e 15 de maio, enquanto o processo original segue em tramitação no Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT).
A Lei Distrital nº 7.845/2026 foi sancionada em 10 de maio. Desde então, foi alvo de diversas ações judiciais.
Com informações do Metrópoles
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