Diplomatas protestaram contra o genocida que desrespeita normas internacionais e já assassinou mais de 65 mil palestinos – a maioria mulheres e crianças
O primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu, abriu nesta sexta-feira (26) seu discurso na Assembleia-Geral da ONU em Nova York em meio a forte pressão internacional. Diversos países aliados de Israel — entre eles França, Reino Unido e Canadá — reconheceram formalmente o Estado palestino, intensificando o isolamento diplomático de Tel Aviv. Antes mesmo de Netanyahu iniciar sua fala, dezenas de diplomatas de diferentes nações deixaram o plenário em protesto.
🇺🇳🇮🇱 Delegações internacionais deixam Assembleia Geral da ONU com a chegada de Benjamin Netanyahu.
— Eixo Político (@eixopolitico) September 26, 2025
O primeiro-ministro israelense foi vaiado por alguns e aplaudido por poucos.pic.twitter.com/HY5wUmes5A
“Eu direi a nossa verdade”, declarou Netanyahu antes de embarcar rumo a Nova York, na quinta-feira (25). O premiê israelense considera que o reconhecimento do Estado palestino representa uma vitória política do Hamas após os ataques de 7 de outubro de 2023.
Pressão interna e divergência com Donald Trump
Integrantes do gabinete israelense pressionam Netanyahu a responder à decisão internacional com a anexação, total ou parcial, da Cisjordânia. A medida, porém, confrontaria o atual presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que, em reunião com líderes árabes na quinta-feira (25), assegurou que não permitirá tal anexação.
Trump e Netanyahu têm encontro marcado para a próxima segunda-feira (29), na Casa Branca. O presidente esradunidense já reiterou diversas vezes seu desejo de encerrar a guerra na Faixa de Gaza, enquanto o líder israelense autorizou uma complexa operação militar para tomar a Cidade de Gaza, maior centro urbano do território palestino.
Guerra prolongada e contestação popular
A ofensiva militar enfrenta crescente oposição dentro de Israel. Manifestações reúnem milhares de pessoas que exigem a assinatura de um cessar-fogo. A guerra em Gaza já provocou mais de 65 mil mortes, segundo dados do Ministério da Saúde local, controlado pelo Hamas. Ainda há cerca de 50 reféns israelenses mantidos em Gaza, mas apenas 20 deles são considerados vivos pelas autoridades de Tel Aviv.
Com informaçoes do Brasil 247
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