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Oposição quer desgastar governo Lula com CPMI do INSS, avalia internacionalista

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Para Lucas Ramos, comissão tem foco no jogo político e não em soluções para as fraudes da previdência

A instalação da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) tem como objetivo central criar um desgaste político para o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), segundo o internacionalista Lucas Ramos.

“Temos um claro cenário onde a oposição tenta fazer com que o governo seja desgastado por conta dessa CPI, que o próprio governo acabou iniciando em 2023. […] O grande objetivo deles é, de fato, desgastar o governo atual”, afirma, em entrevista ao Conexão BdF, da Rádio Brasil de Fato, nesta quarta-feira (27).

Para Ramos, a ausência de figuras centrais, como o ex-ministro da Economia Paulo Guedes, chama atenção. “Esses repasses foram identificados desde 2019. Então sim, desde a outra gestão governamental se mantém essa investigação. Inclusive na gestão do Paulo Guedes, que ficou de fora”, pontua.

Ele também critica a falta de convocações de nomes envolvidos em casos de corrupção investigados pela Polícia Federal, como o ex-presidente do INSS Alessandro Stefanutto. “Eu acho que ele, sim, deveria estar nessa CPI. Me causa estranheza realmente a falta de outros nomes que passaram pela pasta”, declara.

Segundo o especialista, a vitória da oposição no comando da comissão tende a reforçar o embate político, mas não necessariamente trazer benefícios concretos à sociedade. “Foi tudo um placar. Estávamos pensando muito mais no jogo político, no placar político, do que de fato em trazer uma benesse para a população”, conclui.

Instalada na última quinta-feira (20), a comissão da CPMI do INSS elegeu o senador Carlos Viana (Podemos-MG) como presidente e o deputado Alfredo Gaspar (União Brasil-AL) como relator, ambos da oposição. Nesta terça-feira (26), o deputado Duarte Jr. (PSB-MA) foi escolhido como vice-presidente.

A investigação parlamentar foi criada após denúncias de um esquema de fraudes em aposentadorias e pensões que teria movimentado, segundo a Controladoria-Geral da União (CGU), até cerca de R$ 6,3 bilhões desde 2019. Investigações da Polícia Federal apontam para a participação de servidores e operadores conhecidos como atravessadores, que recebiam propina para acelerar processos e liberar benefícios de forma irregular.

*Com informações da Brasil de Fato

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