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Haddad vê “abuso” no uso da recuperação judicial por alguns setores no Brasil

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“Alguns casos estão chamando a atenção”, disse o ministro

SÃO PAULO (Reuters) – O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, avaliou neste sábado que há um “abuso” no Brasil quanto ao uso por alguns setores do instrumento da recuperação judicial, acrescentando que o tema está sendo estudado pelo ministério.

Questionado sobre o grande número de empresas em recuperação judicial no país, Haddad citou dois fatores para isso: o alto nível da taxa de juros, que prejudica a rolagem das dívidas pelas empresas, e o próprio uso do instrumento de recuperação.

“Tem um abuso em usar a recuperação judicial”, disse Haddad durante entrevista ao podcast 3 Irmãos. “Estamos estudando isso. Alguns casos estão chamando a atenção. Tem um ou dois setores da economia que estão inspirando um cuidado maior”, acrescentou Haddad, sem detalhar a questão.

Pela legislação em vigor, empresas que entram em recuperação judicial ganham tempo para se reestruturar, com a suspensão de ações de cobrança por um período.

Ao abordar os juros, Haddad reconheceu que a taxa básica Selic, hoje em 15% ao ano, está “exagerada”, mas acrescentou que é o Banco Central que trata da questão.

“Tem gente no Brasil hoje, inclusive no mercado financeiro, que (diz que) chegou a hora de cortar. Tem gente que acha que não”, ponderou Haddad. “O debate é normal.”

Em outras declarações neste mês de setembro, Haddad havia dito que o Brasil tem observado uma reancoragem das expectativas do mercado para a inflação, o que vai abrir espaço para cortes de juros pelo BC nos próximos meses.

Em outros momentos da entrevista deste sábado, Haddad voltou a afirmar que o Brasil enfrenta um déficit “crônico” nas contas públicas. Ao mesmo tempo, classificou como “superficial” a ideia defendida por setores da esquerda de que basta tirar as travas dos gastos públicos para o país se desenvolver.

O ministro também disse ser favorável que o governo faça parcerias públicos-privadas (PPPs) e concessões — um tema que também costuma ser alvo de críticas de setores da esquerda.

“Ideologicamente falando, eu não sou contra PPP e concessão. Dependendo da circunstância, ela se justifica”, afirmou.

Com informaçoes do Brasil 247

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