STF suspende julgamento de isenção fiscal para agrotóxicos

Atualmente são permitidos mais de 3 mil agrotóxicos permitidos no Brasil

Funcionário aplica agrotóxico em fazenda no município de Limoeiro do Norte, no CearáFuncionário aplica agrotóxico em fazenda no município de Limoeiro do Norte, no Ceará (Foto: Reuters/Davi Pinheiro)

Por Brasil de Fato | São Paulo (SP) – A ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF), pediu vista do processo que vai decidir se os agrotóxicos seguirão tendo isenção de impostos no Brasil. Com isso, o julgamento pode ficar suspenso por até 90 dias, prazo máximo para que a ministra avalie a questão.

Até o pedido de vista, cinco votos já haviam sido depositados pelos ministros. O relator Edson Fachin se posicionou contra os benefícios fiscais. Já Gilmar Mendes, Dias Tóffoli e Cristiano Zanin decidiram a favor dos ruralistas. André Mendonça fez um voto intermediário, pedindo um prazo de 90 dias para que o Executivo da União e dos estados fizesse uma “avaliação dessa política fiscal” e atualizasse a “graduação da carga tributária” dos 

A Corte vai decidir se segue em vigor a redução de 60% do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços (ICMS) e a isenção total do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) para determinados agrotóxicos.

O tema chegou ao STF pela Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 5553 ajuizada pelo PSOL em 2016. Nela, a legenda argumenta que a falta de cobrança de imposto destes produtos fere os princípios de capacidade contributiva, de seletividade e os direitos à saúde e ao meio ambiente ecologicamente equilibrado.

Segundo um levantamento da Associação Brasileira de Estudos em Saúde Coletiva (Abrasco), essas vantagens fiscais ao agronegócio fizeram com que R$ 10 bilhões deixassem de ser arrecadados em 2017.

Com informações do Brasil 247

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