O governo Lula passou a considerar rompida de forma definitiva a relação com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, após a derrota na tentativa de aprovar o nome de Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal (STF). A avaliação, compartilhada por interlocutores do presidente, é de que a atuação do senador comprometeu de maneira irreversível o vínculo político entre o Planalto e a cúpula do Senado.
De acordo com informações da colunista Mônica Bergamo, da Folha de S.Paulo, o sentimento predominante entre aliados do presidente é de frustração e indignação com a postura de Alcolumbre durante o processo de votação. Embora discursos oficiais indiquem que Lula teria recebido o resultado com tranquilidade, bastidores apontam forte insatisfação dentro do governo.
Pressão política e reação do Planalto
Antes mesmo da conclusão da votação, aliados do presidente já indicavam que Alcolumbre poderia enfrentar consequências políticas. A avaliação era de que o senador mobilizou sua influência para barrar a indicação de Messias, provocando constrangimentos ao governo.
Na manhã da quarta-feira (29), antes da sabatina do advogado-geral da União, interlocutores relataram que Alcolumbre afirmou ter cerca de 50 votos contrários à indicação, o que gerou apreensão entre governistas. O cenário reforçou a percepção de que a derrota seria inevitável.
Estratégia para enfraquecer Alcolumbre
Diante do episódio, integrantes do governo defendem uma reação política mais dura. Entre as propostas está o empenho do presidente Lula para derrotar candidatos apoiados por Alcolumbre no Amapá nas eleições de outubro, com o objetivo de reduzir sua influência em Brasília.
Além disso, aliados pressionam por medidas administrativas, como a demissão de indicados do senador em cargos ligados ao governo federal. A iniciativa é vista como forma de consolidar o rompimento político considerado inevitável por setores do Planalto.
Impacto no Senado e agenda legislativa
Mesmo com pautas relevantes em tramitação no Senado, como o debate sobre o fim da escala de trabalho 6×1, aliados do presidente avaliam que a manutenção de uma relação institucional com Alcolumbre não deve ser prioridade.
A leitura entre governistas é de que eventuais atrasos na análise dessas propostas poderão ser atribuídos ao próprio presidente do Senado, o que, na visão desses interlocutores, poderia gerar desgaste político para o senador.
Com informações do Brasil247
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