Deputado do PSOL sinalizou aceitação do convite para a Secretaria-Geral da Presidência e defendeu participação do partido na gestão
Cotado para assumir a Secretaria-Geral da Presidência da República, o deputado federal Guilherme Boulos (PSOL-SP) comunicou a aliados próximos que pretende integrar o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A informação foi publicada pela coluna de Igor Gadelha, do portal Metrópoles.
Segundo a reportagem, Boulos se reuniu em São Paulo com integrantes do Revolução Solidária, grupo interno do PSOL ao qual é ligado, e revelou a possibilidade de ocupar o cargo hoje comandado por Márcio Macêdo (PT-SE). Durante o encontro, o parlamentar deixou claro que, apesar das resistências de setores do partido, considera incoerente o PSOL disputar protagonismo político pela esquerda e, ao mesmo tempo, recusar o comando de um ministério no governo federal.
“O PSOL não pode dizer que faz a disputa pela esquerda e, ao mesmo tempo, recusar a liderança de um ministério no governo”, disse Boulos, segundo interlocutores ouvidos pela coluna.
A assessoria do deputado foi procurada pelo Metrópoles, mas não respondeu até a publicação da matéria. O espaço segue aberto para manifestações oficiais.
Lula e a estratégia de aproximação com Boulos
De acordo com o Metrópoles, Lula voltou a discutir internamente a presença de Boulos em sua gestão. O presidente tem ressaltado a importância do deputado não apenas como aliado de peso na esquerda, mas também como liderança capaz de mobilizar grandes manifestações populares.
Um dos exemplos citados por auxiliares do Planalto é o ato recente organizado por Boulos na Avenida Paulista contra a chamada “PEC da Blindagem”, medida criticada por movimentos sociais e setores da oposição por tentar reduzir a responsabilização de autoridades. A visibilidade conquistada pelo parlamentar reforçou a avaliação de que sua entrada no governo ampliaria o diálogo com setores progressistas e movimentos sociais urbanos.
O peso político de Boulos
A eventual ida de Boulos para a Secretaria-Geral teria forte impacto simbólico e político. O cargo é estratégico por estar ligado diretamente ao Palácio do Planalto, responsável por articular movimentos sociais, sindicatos e organizações da sociedade civil com o governo federal.
Além disso, a presença de um nome com grande capital político e eleitoral em São Paulo poderia reforçar a base de apoio de Lula na maior praça eleitoral do país. Para o PSOL, a participação na gestão representaria um passo adiante em sua consolidação como partido de relevância nacional, ainda que cause tensões internas entre correntes que defendem independência total em relação ao governo do PT.
Com informações do brasil247
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