[ 53% dos trabalhadores brasileiros ou estão na informalidade ou desempregados ]

Pesquisa PNAD do IBGE, divulgada hoje, informa que o desemprego no Brasil caiu de 12,3% para 11,9%, em 2019. Esse número divulgado, aparentemente, seria bem interessante caso não escondesse uma tragédia, que sempre recebe menor destaque.

De acordo com os números do IBGE, 41,1% da população ocupada se encontra na informalidade. Esse é o maior número desde 2016, ano que a presidenta Dilma Rousseff foi retirada da Presidência da República por meio de um golpe parlamentar-midiático.

Esse número é gigantesco. 41,1% é o equivalente a 38 milhões de trabalhadores e trabalhadoras no país.

Caso somemos os 11,9% de pessoas formalmente desempregadas, com os 41,1% que estão na informalidade, a soma chega a quase 53%.

Esse é o número que configura a chamada população economicamente ativa desempregada, que são aqueles que não possuem relação formal de emprego e que, por isso, não têm a Carteira de Trabalho assinada, nem férias, décimo-terceiro salário, plano de saúde, vale transporte e outros benefícios.

E é fácil ver essas pessoas que trabalham na informalidade.

São esses jovens que vemos por aí montados em bicicletas para entregar alimentos. Também são aqueles homens e mulheres que ficam nos sinais de trânsito vendendo panos de prato, pães, doces. São os motoristas por aplicativo que não têm nenhum vínculo empregatício.

É essa a população que está desempregada e sem esperança de encontrar emprego formal com benefícios trabalhistas.

Isso é, na verdade, é a concretização do que o capitão capiroto preconizou sobre beirar a informalidade no mercado de trabalho do país.

Se continuar esse quadro terrível, daqui a algum tempo, não teremos mais trabalhadores empregados formais no Brasil e somente sobrarão vagas para a informalidade, o que será um desastre para a classe trabalhadora brasileira.

Espero que os sindicatos de trabalhadores formais atentem, o quanto antes, para essa nova e perversa realidade dos nossos colegas que antes possuíam a carteira assinada, mas que, agora, não possuem mais e reajam.

É importante que a sociedade acorde para esse quadro dramático que está acontecendo no Brasil.

Chico Vigilante
Deputado distrital (PT)

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