O presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez duras críticas à escalada de conflitos internacionais durante evento realizado nesta terça-feira (31), em São Paulo (SP), em comemoração aos 21 anos do Programa Universidade para Todos (ProUni). Ao comentar a guerra no Irã e seus efeitos globais, Lula cobrou diretamente uma mudança de postura do Conselho de Segurança da ONU e alertou para os impactos econômicos sobre a população.
As declarações ocorrem após o presidente ter publicado, nesta segunda-feira (30), um artigo em jornais internacionais de grande circulação, como The Guardian, Le Figaro e South China Morning Post, no qual também cobra maior responsabilidade das principais potências globais diante das crises internacionais.
Lula cobra ação das potências globais
Em tom incisivo, Lula direcionou críticas aos países que integram o Conselho de Segurança da ONU. “É preciso dar um recado para esses cinco senhores que são membros do Conselho de Segurança da ONU: criem juízo. O mundo precisa de paz. O mundo não precisa de guerra”, afirmou, ao mencionar diretamente os líderes das nações com assento permanente no órgão.
Guerra no Irã e impacto na economia
O presidente destacou que os conflitos em curso, incluindo a guerra no Irã, têm consequências imediatas na economia global e no cotidiano da população. “O preço do combustível subindo vai chegar no alface, vai chegar no feijão, vai chegar no arroz”, disse, ao relacionar a alta dos combustíveis ao encarecimento de itens básicos.
Lula também reforçou que o Brasil não deve ser penalizado por disputas internacionais. “A guerra é do Trump, a guerra não é do povo brasileiro e a gente não tem que ser vítima dessa guerra”, declarou.
Governo tenta conter alta dos combustíveis
Ao abordar o cenário interno, o presidente criticou a atual estrutura de distribuição de combustíveis no país. Segundo ele, mesmo quando há redução de preços nas refinarias, o consumidor final nem sempre é beneficiado. Lula afirmou que o governo tem atuado com órgãos como a Polícia Federal e o Ministério Público para combater práticas abusivas e evitar aumentos indevidos.
Educação como prioridade estratégica
As declarações foram feitas durante cerimônia no Sambódromo do Anhembi, que reuniu milhares de estudantes e beneficiários de políticas educacionais. No evento, Lula também defendeu o investimento em educação como estratégia central para o desenvolvimento do país. “Educação tem que entrar na rubrica de investimento”, afirmou.
Ele ressaltou que políticas como ProUni, ReUni e cotas são fundamentais para reduzir desigualdades e ampliar o acesso ao ensino superior. “A gente tem que levantar provando que somos iguais, provando que somos melhores, provando que não somos inferiores a ninguém”, disse.
Combate à violência contra a mulher
O presidente ainda abordou temas sociais, como o combate à violência contra a mulher, defendendo mudanças culturais e legais. “Nós, homens, precisamos criar juízo e saber que as nossas mulheres têm que ter liberdade a fazer o que quer”, afirmou.
Expansão da rede federal de ensino
Ao final, Lula reiterou o compromisso com a expansão da rede de ensino federal. “Nós herdamos nesse país 140 institutos, nós vamos entregar 800 institutos”, declarou.
Com informações do Brasil247
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