A mais recente pesquisa AtlasIntel, divulgada nesta quarta-feira ( 1º), aponta uma consolidação da vantagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre o senador Flávio Bolsonaro (PL) tanto no primeiro quanto no segundo turno das eleições presidenciais de 2026.
No primeiro turno, Lula aparece na liderança em todos os cenários estimulados testados pelo instituto. Em uma das simulações, o atual mandatário soma 47,2% das intenções de voto, enquanto o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro- preso por tentativa de golpe de Estado -, atinge 36,3%, abrindo uma distância de 10,9 pontos percentuais entre os dois primeiros colocados.
Em um cenário que apresenta uma maior fragmentação de candidaturas, o presidente mantém a liderança isolada com 46,3% contra 36,6% do adversário, uma diferença de 9,7 pontos percentuais.
Os demais nomes incluídos na sondagem figuram bem atrás na disputa. Renan Santos (Missão) pontua na faixa de 7,8%, seguido pelo governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), que oscila entre 2,9% e 3,1%, e pelo governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), que registra entre 2% e 3% das intenções de voto. Outros postulantes avaliados, como o ex-ministro Joaquim Barbosa e o ex-senador Aécio Neves, não conseguiram ultrapassar a marca de 2%. Os votos brancos, nulos e os eleitores indecisos somam entre 1,1% e 1,2% do total da amostragem.
As projeções para o segundo turno reforçam a dianteira de Lula, que sai vitorioso em todos os confrontos diretos simulados pela pesquisa. No embate contra Flávio Bolsonaro, o presidente alcança 48,8% frente a 42,3% do senador, abrindo uma frente de 6,5 pontos percentuais, com 8,9% de brancos, nulos ou indecisos.
Contra a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, Lula vence por 48,7% a 38,9%. Diante de Ronaldo Caiado, o placar aponta 48% a 39%, enquanto contra Romeu Zema o presidente registra 48,2% contra 38,5%. No cenário contra Renan Santos, Lula crava 49,2% contra 29,8%.
O levantamento revela ainda a resiliência do campo progressista mesmo em simulações que não trazem o nome de Lula na cédula de votação: o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, venceria uma eventual disputa de segundo turno contra Flávio Bolsonaro pelo placar de 46,4% a 42,8%. Já o vice-presidente Geraldo Alckmin, o atual governo asseguraria a vitória sobre o senador do PL por 47,4% a 41,7%, o que revela as dificuldades da oposição na transferência e na ampliação de votos.
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Efeito Banco Master e traição à pátria
A acentuada trajetória de queda do candidato da extrema direita está diretamente associada ao avanço das investigações do caso Banco Master.
O desgaste público aprofundou-se após a revelação de áudios e mensagens envolvendo o senador em negociações suspeitas de 132 milhões de reais com o banqueiro Daniel Vorcaro, atualmente preso por fraudes financeiras. As tratativas visavam o financiamento de uma produção cinematográfica intitulada Dark Horse, sobre a trajetória de Jair Bolsonaro, o que acabou por inflamar a rejeição a Flávio nos principais segmentos do eleitorado, superando inclusive os índices históricos de repúdio dos demais concorrentes.
O levantamento também foi feito após a reunião que Flávio Bolsonaro teve na Casa Branca, em Washington, que resultou em novas taxas contra o Brasil e ameaças contra a Soberania Nacional, incluindo o Pix.
A pesquisa incluiu, pela primeira vez nesta rodada, a testagem do nome de Michelle Bolsonaro em um cenário de primeiro turno. No entanto, a ex-primeira-dama obteve apenas 19,3% das intenções de voto contra 47,1% de Lula.
O instituto também mensurou os índices de aprovação do desempenho pessoal do presidente Lula e a avaliação geral do governo federal. De acordo com o relatório, a aprovação do trabalho de Lula se situa em 45,9%, ao passo que a desaprovação registra 52,3%. No recorte sobre a avaliação da gestão como um todo, o governo colhe 48,3% de conceitos positivos (ótimo ou bom) e 39,7% de avaliações negativas (ruim ou péssimo), refletindo a manutenção de uma base sólida de apoio político e administrativo em meio ao cenário de polarização do país.
A pesquisa AtlasIntel foi realizada em parceria com a Bloomberg e registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-04582/2026, foi divulgada nesta quarta-feira (1º). O levantamento foi conduzido entre os dias 26 e 30 de junho com 4.999 eleitores e margem de erro de um ponto percentual para mais ou para menos.
*Com informações do Vermelho



