Presidente eleva críticas a Tarcísio e Zema, apresenta novo slogan de governo e prepara medidas de impacto popular como o Gás do Povo e a isenção do IR
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) intensificou a retórica política e já opera em ritmo de campanha, sinalizando o tom que deve marcar a disputa presidencial de 2026. Como destacou o Metrópoles, Lula tem afinado a comunicação, endurecido críticas a possíveis adversários e organizado anúncios de grande alcance popular, com o objetivo de fortalecer sua base social e preparar o terreno para a reeleição.
Na mais recente reunião ministerial, temas de política externa dominaram a pauta, sobretudo o impacto do tarifaço imposto pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Na ocasião, o governo apresentou o novo slogan oficial: “Governo do Brasil/Do lado do povo brasileiro”. Em gesto simbólico, Lula e ministros vestiram bonés com a frase “O Brasil é dos Brasileiros”, reforçando a mensagem de defesa da soberania nacional e da proteção social.
Lançamento do Gás do Povo
Uma das principais novidades é o programa Gás do Povo, que substituirá o Auxílio Gás. A iniciativa, que será lançada no Aglomerado da Serra, em Belo Horizonte, prevê a entrega gratuita de botijões de gás para famílias de baixa renda. O objetivo é ampliar de 5 milhões para 15 milhões de beneficiários até março de 2026, garantindo acesso a um item essencial da cesta doméstica.
Atualmente, o Auxílio Gás repassa R$ 108 para custear parte do botijão. Em estados onde o preço chega a R$ 140, a ajuda não cobre o valor total. O novo formato elimina essa defasagem e amplia a rede de beneficiados, reforçando o compromisso social do governo.
Isenção do Imposto de Renda
Outro trunfo que Lula pretende acionar é a aprovação do projeto que isenta do Imposto de Renda quem recebe até R$ 5 mil. A proposta, considerada a promessa central de campanha, está em negociação com o Congresso. O relator Arthur Lira (PP-AL) ampliou a faixa de redução parcial até R$ 7.350, o que deve beneficiar mais 500 mil contribuintes.
Se aprovado, o projeto deve representar um alívio para a classe média e trabalhadores assalariados, além de funcionar como um importante instrumento de capital político às vésperas de 2026.
Confronto direto com adversários
Lula também passou a mirar abertamente governadores cotados para a corrida presidencial. Em entrevista à TV Record, o presidente chamou Romeu Zema (Novo), de Minas Gerais, de “falso humilde”:
“Ele [Zema] é um falso humilde. Tenta vender uma humildade que não tem. Tenta criar um comportamento que não condiz com a necessidade de um governo de Minas Gerais”, disse Lula.
Zema respondeu em suas redes sociais, acusando o PT de “destruir” o estado.
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), também foi alvo. Em entrevista à Rádio Itatiaia, Lula afirmou que o paulista depende integralmente de Jair Bolsonaro (PL):
“Ele vai fazer o que o Bolsonaro quiser. Até porque sem o Bolsonaro, ele não é nada, ele sabe disso”, declarou o presidente.
Lula ainda deixou claro que, caso esteja em boas condições de saúde, pretende disputar novamente o Planalto em 2026:
“Se eu for candidato, será para ganhar”, afirmou.
Com informações do brasil247
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