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EUA entra em ‘shutdown’ após Congresso não aprovar orçamento; entenda o que significa

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O impasse se instalou em clima de tensão entre os congressistas. O próprio Donald Trump ameaçou a oposição de demissão

Os democratas e republicanos não chegaram a um acordo sobre o orçamento dos Estados Unidos para o próximo ano, e o país entra, a partir desta quarta (1°), em “shutdown”, que pode ser traduzido como um “apagão econômico”.

Isso significa que diversos departamentos e agências federais paralisarão as atividades até que o orçamento seja aprovado pelo Congresso Nacional. Serviços essenciais, como os de saúde e segurança pública, continuam ativos normalmente, mas outros departamentos devem interromper os trabalhos. O Departamento de Estado, por exemplo, deve manter apenas metade do quadro original. 

Segundo o Escritório de Orçamento do Congresso dos EUA, 750 mil funcionários devem ser dispensados. Outras áreas também serão impactadas, considerando a desaceleração do tráfego aéreo, a suspensão das pesquisas científicas e a retenção do pagamento de tropas americanas.

Este é o 15º apagão da história dos Estados Unidos desde 1981. Há sete anos, o governo passou pelo shutdown mais longo já registrado, de 35 dias, no primeiro governo de Donald Trump. Na época, houve um prejuízo de US$ 3 bilhões no crescimento da economia do país, o equivalente a 0,02% do Produto Interno Bruto (PIB) estadunidense.

Os democratas recusaram a proposta orçamentária depois que os republicanos se opuseram em aceitar uma emenda que prolongaria e ampliaria os recursos dos benefícios de saúde do programa Obamacare e que reverteria os cortes no MedicAid. Os aliados de Trump defendem que esse assunto deve ser tratado em outro texto legislativo. 

O impasse se instalou em clima de tensão entre os congressistas. O próprio Donald Trump ameaçou a oposição de demissão. “Vamos demitir muita gente. E eles serão democratas”, disse Trump nesta terça-feira (30). O diretor de orçamento de Trump, Russell Vought, seguiu na mesma linha e ameaçou demitir permanentemente funcionários públicos. Do outro lado, o líder democrata do Senado, Chuck Schumer, afirmou que os republicanos não conseguirão intimidá-los com as ameaças.

Os republicanos controlam o Congresso, mas precisam do apoio de pelo menos sete democratas no Senado, já que a aprovação de gastos exige apoio de 60 dos 100 senadores. Na noite desta terça, o orçamento recebeu 55 votos favoráveis.

Como pano de fundo, as rusgas ocorrem às vésperas das eleições de meio de mandato de 2026, que podem redefinir o controle do Congresso. Os democratas buscam proteger subsídios de saúde e blindar mudanças contra possíveis vetos de Trump, que já se recusou a liberar bilhões aprovados pelo Legislativo, aumentando a resistência a apoiar novos projetos de gastos.

*Com informações do Brasil 247

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